Namorar é muito mais que beijo na boca, é muito mais do que carinho, atenção, fidelidade e cuidados com a pessoa amada. Namorar é um rótulo simples, mas quando se namora lá dentro do coração, as coisas mudam de dentro pra fora. Namorar é sentir que temos o coração pertencente a alguém, e não ter a mínima vontade de ir embora. É não ter necessidade de sair por aí beijando uma boca. É querer tanto alguém ao ponto de se entregar única e exclusivamente. Namorar é ter a pessoa do lado de dentro, mesmo a quilômetros de distância. É querer estar junto, é persistir, é ter coragem e lutar pelo que se quer. Namorar é plantar uma sementinha, esperando que ela dê uma plantinha que nos aqueça o coração... e no fim, ter que abrir todas as portas e janelas, para que essa "plantinha" cresça livremente, como diria Caio Fernando Abreu.
Namorar é andar de mãos dadas, é sair junto, é sorrir olhando na mesma direção. Namorar é deixar de estar em qualquer outro lugar que não seja muito perto. Namorar é errar e assim, procurar juntos os caminhos do acerto. Namorar é ter a mente livre e o coração ocupado. Namorar é prender-se, ao mesmo tempo em que é libertar-se. Namorar é sentir o divino, é caminhar de mãos dadas na areia, é tomar banho de mar sem calor na água mais gelada. Namorar é ter o coração quente quando a vida te dá milhões de motivos para tê-lo frio. Namorar é amar a outra pessoa como amamos a nós mesmos. Na verdade, minto. Namorar é passar a amar muito mais a si mesmo depois de ter encontrado A pessoa. Namorar é entender a pessoa quando nem ela consegue fazê-lo. Namorar é amar cada mínimo detalhe, cada toque, aroma, textura e sabor. Namorar é amar os defeitos, por pior que estes sejam, admirando e elogiando as qualidades. Namorar é cuidar do outro quando ele se sente só. É deixá-lo seguro de si, é incentivá-lo e acreditar em seu potencial. Namorar é ter com quem contar quando todos os "amigos" virarem as costas. É ajudar a enfrentar. É se entregar. É ter o ombro sempre disponível para que o outro possa deitar. É acordar para assistí-lo dormir. Namorar é permitir-se, é sentir-se arremessado de um precipício a cada 'eu te amo' pronunciado pela boca da pessoa em questão. Namorar é querer todo o dia dormir e acordar junto, é sonhar acordado, é dormir sorrindo. Namorar é ter um sorriso bobo no rosto constantemente, e uma expressão sincera de felicidade de criança. Namorar é ser abençoado todo dia com o sorriso que abre o Sol. Namorar é ser iluminado e sentir-se completo, mesmo que a outra parte esteja faltando. Namorar é sentir o coração comprometido. É confiar e acreditar. É viver e sentir. Namorar é ter um jardim inteiro de flores coloridas e exóticas ao abrir as janelas. Namorar é abrir o coração, e é não ver necessidade de fazer algo que posteriormente necessite de um perdão. Namorar é a melodia da chuva, é canto de pássaro, é fonte de sabedoria e felicidade. Namorar é, mais do que tudo, apaixonar-se todo dia pela mesma pessoa. É acordar todo o dia com necessidade de regar e iluminar aquela plantinha que é vento. Namorar é vento. Jamais poderemos vê-lo, mas com o mais leve dos toques, sempre saberemos que está presente.
Para minha eterna namorada, Josielly De Leon, a quem eu dedico muito mais do que esse texto. Dedico todo o meu amor e ainda, o rótulo de namorada, só que de uma forma diferente, única e, dessa vez, apaixonada. Porque namorar alguém por quem somos apaixonados, é consideravelmente diferente de apenas 'namorar'.
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Ela vai ser minha musa.
Ao me ver ir deitar, irá também.
Ela vai ser uma das únicas pessoas que não se incomodam quando fico em silêncio.
Não vai desistir de mim quando minha reação natural for tentar me afastar.
Vai comprar meus soutiens, pois vai se sentir proprietária deles.
Vai ser linda sem maquiagem, me olhando como ela é.
Eu vou comprar sorvete e esperá-la vir com apenas uma colher.
Vou fingir estar dormindo pra não tirá-la de sua posição confortável, envolvendo meu corpo no seu.
Eu não irei embora, mesmo que ela esteja insuportável.
Ela vai me confessar em pouco tempo. Eu vou confessar que quero viver, dormir, andar, esperar, sentir com ela.
Terei uma coleção de gravações suas, de confissões, desejos, sonhos, medos, cortejos, sentimentos.
Ela vai juntar nossos sapatos e escrever “You and Me” e me citar Miranda July.
Vai chegar a hora de ir embora e ela vai pedir “vamos ficar mais um pouco?”
Vou tentar contar pras pessoas como ela me faz sentir, vou contar que ela faz mágica em mim.
Não vai ter vergonha de mim e me fará não ter nenhuma vergonha com ela.
Vai me acordar pra lavar seu cabelo, e eu vou, cambaleando.
Ela vai ouvir repetidas vezes uma música que comentei por acaso. Vai guardar muitos outros detalhes e me lembrá-los anos depois.
Não vamos conhecer a expressão “e se?”.
Ela vai ser tão clara, não vai formar nenhuma expectativa equivocada.
Vai me fazer perguntas sabendo que a resposta sempre será sim
Vai me mandar SMS, “quando vem pra casa?”
Ela vai me saber toda também.
Não vou ter medo de nada com ela.
Não vou ter medo de contar meus segredos pra ela.
Os amigos vão perguntar onde ela está, “estou com ela” ela responderá.
Vai me fazer dançar em público.
Vai me chamar pra andar de bicicleta mesmo que esteja chovendo, que seja de noite, mesmo que eu esteja dormindo, no cinema, no Natal, no meu aniversário, no shopping, mesmo que eu esteja no meio do banho, do outro lado da cidade.
Vou me alimentar de suas risadas.
Vou escutar a porta abrir, os sapatos e bolsa sendo jogados no chão e sentir o peso do seu corpo sobre o meu.
Serei sempre boba por ela.
Vou desenhar tatuagens de canetinha em seus braços, ela não vai querer apagá-las.
Vai guardar um desenho meu na sua agenda.
Vou ouvir ela cantar baixinho debaixo dos cobertores.
Quando eu sorrir ela vai beijar minha covinha. Eu passarei a sorrir com mais frequência.
Num quarto só com ela eu serei feliz.
Ela vai colocar suas pernas em cima de mim enquanto come, ou assiste, ou fala ao telefone.
Vai escutar uma música que gosta e me apertar mais forte.
Vai ficar em silêncio comigo e nossos corpos dançando um com o outro.
Ela vai desligar meu celular e me ter toda pra ela.
Vamos sair pra passear depois de uma briga.
Ela vai me fazer acreditar que meu cabelo é o mais bonito.
Ela vai me olhar duma forma profunda e eu não terei vergonha de ser observada, só por ela.
Ela vai pegar minha mão e continuar segurando.
Vou tocar cada curva de seu rosto, de seu corpo, da sua voz.
Ela vai ser linda quando acordar e dizer a primeira palavra pra mim.
Vou fotografá-la no banho, na cama, na cozinha, na rua, dormindo, no escuro, chorando, rindo, preocupada, me amando.
Ela vai morar nos meus ombros e eu vou beijar seu pescoço.
Vai sorrir no meu sorriso.
Ela vai me ligar quando eu estiver dormindo só pra ouvir minha voz mole de sono.
Ela vai reclamar que eu já cheguei em casa e ela está presa no trânsito.
Eu vou saber dela. E sempre vai aparecer alguma coisa que me faça pensar “isso é a cara dela”.
Nossas piadas internas vão parecer estúpidas e vamos rir como duas estúpidas como cúmplices.
Conversaremos durante dias sobre coisas que nem lembrávamos.
Vou sentir a ponta do seu nariz gelado no frio.
90% do nosso tempo estaremos de olhos fechados.
Eu vou chorar de ternura às vezes só de estar com ela, ela não vai se assustar com isso.
Ela vai sempre fazer conchinhas com as mãos e segurar meu rosto.
Vou sempre agradecer e nunca reclamar por ela ter demorado tanto pra aparecer na minha vida. Eu estava me preparando para tê-la, ainda não era hora, eu ainda não estava pronta.
“Te quiero”.
Vamos conversar em espanhol de vez em quando e tudo vai parecer mais íntimo ainda.
Ela vai me querer sempre perto dela e eu vou querer ela sempre perto de mim.
Eu vou dormir na sua cama, tomaremos café no chão toda manhã e eu me sentirei leve como nunca antes.
Ela vai olhar pra mim e vai se apaixonar de cara. E não haverá nada que ela possa fazer, eu não sairei de sua cabeça. Fim.
Fonte: http://plakkikanteletar.tumblr.com/
Amor, feliz aniversário de 1 mês oficial. Espero te ter sempre na minha vida, e te amo cada dia mais.
sábado, 15 de outubro de 2011
Cupido, safado, bandido!
Ah, o tal de amor! Vem o cupido e colore a minha vida, me traz sorrisos e malícias. Me solta, me liberta e me acelera. O cupido me leu, se vingou, me traiu, cuspiu em minha cara e dormiu abraçado em mim, como um anjo. Me fazendo rir de piadas tolas, me fez repensar os modos, atitudes e defeitos dos outros seres. Ah, ô, ê cupido, seu safado! Cupido danado que me arrancou os pés do chão, me tirou o ar, e retirou de mim o meu inteiro, que sem ela é bem menos da metade hoje em dia. Eita, cupido cachorro! Cupido sapo, príncipe ralado! Cupido historiador, contador de mentiras subordinadas que tentam me fazer escrava da solidão. Labirinto perdido na selva onde o riacho que percorre é o meu coração. Sou profundidade, alegoria e carnaval silencioso. Por favor, cupido, não pense tu que te pertenço, porque quando menos imaginares, me desfaço e acompanho o vento.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Momento Legião Urbana
*Se não vai ler frase por frase, não leia nada.
“(...)Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu.
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo.
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu.
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo.
Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu.
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz:
Quando estou contigo estou em paz.
Quando não estás aqui,
Meu espírito se perde, voa longe.”
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu.
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz:
Quando estou contigo estou em paz.
Quando não estás aqui,
Meu espírito se perde, voa longe.”
Sete Cidades
“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”
Índios
“Esse é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê aonde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê aonde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.
(...)Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.”
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.”
Teatro dos Vampiros
“Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...”
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...”
Vento no Litoral
“Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.”
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.”
Monte Castelo
Teorema*
Não vá embora
Fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer
O que você me faz
É exagero
E pode até não ser
O que você consegue
Ninguém sabe fazer.
Parece energia mas é só distorção
E não sabemos se isso é problema
Ou se é a solução
Não tenha medo
Não preste atenção
Não dê conselhos
Não peça permissão
É só você quem deve decidir o que fazer
Pra tentar ser feliz
Parece energia mas é só distorção
E parece que sempre termina
Mas não tem fim
Não vá embora
Fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer
O que você me faz
É exagero
E pode até não ser
O que você consegue
Ninguém sabe fazer
Parece um teorema sem ter demonstração
E parece que sempre termina
Mas não tem fim.
*Legião Urbana
Fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer
O que você me faz
É exagero
E pode até não ser
O que você consegue
Ninguém sabe fazer.
Parece energia mas é só distorção
E não sabemos se isso é problema
Ou se é a solução
Não tenha medo
Não preste atenção
Não dê conselhos
Não peça permissão
É só você quem deve decidir o que fazer
Pra tentar ser feliz
Parece energia mas é só distorção
E parece que sempre termina
Mas não tem fim
Não vá embora
Fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer
O que você me faz
É exagero
E pode até não ser
O que você consegue
Ninguém sabe fazer
Parece um teorema sem ter demonstração
E parece que sempre termina
Mas não tem fim.
*Legião Urbana
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Medo, medo, medo... desapareça!
Neste momento, sinto medo. Hoje as coisas acabaram sendo tão doidas, que quando achei que estava me encontrando, me perdi de vez. Estou do teu lado, e disso não abro mão. Entenderei toda e qualquer decisão que tomares. Aliás, mais do que isso... Entenderei e respeitarei qualquer decisão. Se a decisão for de ficar onde sempre esteve, entenderei e respeitarei de todo o coração. E farei tudo o que for possível pra manter na íntegra tuas crenças e opiniões, e aceitarei teus medos exatamente como aceitei te deixar entrar aqui. Se resolveres vir, te darei tudo o que há de mais humilde e puro dentro de mim, e não te decepcionarei por ter tomado uma atitude de tamanha bravura. Se decidires manter tua vida como ela é, e ficar onde esteve durante todo o tempo, respeitarei com compreensão a tua decisão, e de fininho me retirarei. Mas mesmo diante dessa bifurcação da qual dependo de ti pra seguir um único caminho, tenho medo. Tenho medo que este seja o momento de perceberes que eu fui, na verdade, a tua grande inspiração / fonte de coragem e só. Tenho medo que agora que as coisas poderiam se resolver, tu volte atrás e perceba que nada disso que tu fez hoje é o que realmente queres. Segundo tuas próprias palavras: ‘Comigo tudo é possível’. Tenho medo que, após toda a algazarra, tu acabe não resolvendo nada, e querendo continuar tendo tudo ao mesmo tempo. Antes de tanta loucura, era possível ficar aqui sem me mexer, ficar parada esperando qualquer brasa pôr fogo no circo e ver no que dá. Agora, com as coisas se ‘encaminhando’ - ou ficando caóticas de uma vez por todas – é que as coisas vão se definir. É agora que descobriremos a verdadeira intensidade do que acontece entre nós. Confesso que temo que o perigo de ser nós dois tenha sido a minha atratividade. Temo que o ‘nós’ se transforme em nós inseparáveis. Nós de nó. Agora é o momento de te deixar livre e solta pra ter a certeza do que queres. É o momento de te deixar pensar em ir ou vir. Agora, mais do que nunca, é a hora em que eu fico parada na ponta do abismo. Uma leva de ar nos meus pulmões, um único suspiro, é suficiente pra me jogar no chão.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Brincando com fogo
E sobrevoam minha mente milhares de paranóias em torno do fogo. Não a vi ali, mas pude senti-la. E cada vez que a sinto na presença do fogo, lembro o quanto eu deslizo na tóxica corda bamba deste maravilhoso circo. O vôo das claves no ar respinga diesel no meu coração e põe em fogo em minha esperança, me transformando em cinzas. E tudo que eu tenho é nada. Cabeça baixa como quem pede perdão, eu a imagino na cena. E a vejo ali, deslumbrante em chama ardente e viva que brilha nos meus olhos ao mesmo tempo em que queima. Por dentro, me contorço em um ritmo frenético de quem declara suicídio instantâneo. E a vejo viva e forte. E a vejo digna de todo meu amor. Mas de repente o vejo. E eu adentro a cena, brincando com fogo. Nesse circo, eles são a técnica. Eu sou o coração. Coração é café-com-leite, não brinca com fogo. Não sabe brincar. Não tem técnica. O coração é só a decoração da peça. O cenário, talvez.
Em outra imagem do meu alucinante imaginário espetáculo, eles enterram todas as espadas mágicas no meu peito. Mas ela vai lá, tira e eu fico intacta. Eu sou assistente. Assistente não desiste, não fala, não opina. Assistente não foge. Assistente não corre. Assistente não morre. Assistente não desliza no perigo porque não tem técnica. Assistente só vive a adrenalina de estar em palco enquanto está de olhos vendados. Assistente é coração e silêncio. E eu, eu não sou nada. As cortinas se fecham, eles entrelaçam suas mãos para os aplausos, e então nós nada somos.
Enquanto isso do lado oposto da cortina, a assistente vira as costas. Eles agradecem.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Tenho me sentido muito estranha, sabe? Não tenho me reconhecido, tenho andado distraída, cansada do mundo, com preguiça de algumas pessoas, de algumas coisas. Tenho me sentido presa de várias formas. Tenho sido presidiária de minha própria mente, e tenho ficado aluada com muita freqüência. Inconstância é a palavra que melhor me define. Tenho andado de saco cheio. Ando querendo viver, fazer somente o que quero. Preciso de férias, praia, Sol e sorrisos. Preciso de sombra, suco à beira-mar, fruta fresca e beijos molhados. Tenho sido dependente de uma sintonia, de uma freqüência que é magnética em mim, de corpo e mente. Estou louca, revirada, e estranhamente feliz. Mas com um buraco, uma angústia anormal aqui dentro. Uma esquisita falta de ‘não-sei-o-quê’ me perturba no meu mais profundo interior. Uma mistura, um elo do bem com o mal, transformado em sei lá eu o que. Muito doido.
sábado, 24 de setembro de 2011
*
Duas pessoas resolveram acontecer. Você está entre elas e é isso que dói um pouco.
*Gabito Nunes
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Paixão *
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete,
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar.
Revirando os olhos e o tapete,
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar.
Ser feliz é tudo que se quer!
Ah! Esse maldito fecheclair!...
De repente, a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar.
Ah! Esse maldito fecheclair!...
De repente, a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar.
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo.
Tudo que vier, vem bem.
Quando bebo perco o juízo.
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém.
Tudo que vier eu topo.
Tudo que vier, vem bem.
Quando bebo perco o juízo.
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém.
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume,
Faz que tenta se matar.
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume,
Faz que tenta se matar.
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço.
Faz a gente levitar.
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço.
Faz a gente levitar.
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais.
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou.
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais.
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou.
Kleiton e Kledir
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Jasmim da noite
Deslumbrante e sorridente, ela veio numa nuvem colorindo meu horizonte. Trouxe com ela uma leveza acompanhada de paz de espírito. Mutante bailarina, brinca. Leve, ela surfa por entre o emaranhado dos meus cabelos, e bebe do meu suor. Dança na minha imaginação e desliza em minha pele pra morrer nos meus lábios molhados. Sua silhueta impecavelmente ajustada me faz delirar como fosse ópio. Se infiltra, invade, penetra todo o meu inteiro que sem ela é metade. Brinda minha fantasia, completa minhas virtudes, avança em mim, me traça. Percorre meu corpo, deslizando a ponta dos dedos como quem faz uma trilha. Presente trazido da mais linda pérola do mais profundo obscuro oceano azul. Ave de rapina, me cata no chão, me leva às alturas, me solta em queda livre a me agarra no ar. Ela é o jasmim mais perfumado do jardim mais decorado da cidade mais bonita, e a dama-da-noite mais perigosa da floresta mais selvagem da cidade mais distante. Ela é o mais antigo trem, da mais antiga estação, e eu a mais deserta ferrovia. E ainda assim ela me percorre. Eu sou o mais perigoso labirinto, da mais doida história da mitologia grega, ela é o meu minotauro. Ela é minha fada, minha maçã proibida, meu conto mais bonito. Ela é o meu ponto de chegada, meu abrigo, minha partida. Refletida em amor, verso, posa, poesia e pôr do Sol, ela é o eu, do outro lado de mim.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Medo
Tenho medo de mim, agora. Medo do que possa ser de mim se eu perceber que tudo aquilo que possuo realmente não me pertence, nem pertencerá. Medo de que seja utopia essa coisa de céu, praia e férias. Medo do que pode ser do ‘nós’ sem o ‘tu’. Medo de onde vou achar lugar que caiba esse sentimento tão bonito, tão colorido aos olhos meus. Medo de ser quem eu posso ser se eu não couber mais em ti quando tu não cabe mais em mim, quando tu me extravasou, me expôs ao limite, me fez querer. Medo de que a qualquer momento eu seja só mais alguém que passou, que já passou. Medo de pensar: mais um dia e isso não passou. Medo de uma linha imaginária separando nossos seres tão iguais. Medo da indiferença, medo da ausência no toque do meu celular, medo do medo. Medo de sentir esse medo. Medo que tu não saiba o quanto estou aqui, e medo que saiba. Medo da dependência quase que química da tua pele. Medo do teu sorriso sem eu do outro lado. Medo de o vento trazer teu cheiro em noites vagas de solidão. Em noites em que sou vagão e trilho. Medo do silêncio na tua janela quando eu por ali passar e relembrar. Medo de não te ter, medo de te perder. Medo de nunca ter tido, sido, ido. Medo que o clarão dos teus olhos se torne sobra de um pesadelo. Medo de querer demais. Medo de saber de menos. Medo da ilusão, da solidão. Medo de pertencer a corpos vazios só para não pensar. Só para não lembrar. Medo de ter que dar a outra pessoa tudo que parece hoje ser tão teu. Tudo que preciso hoje que seja teu, tudo que JÁ É teu. Medo de isso doer e latejar no corpo que tira hoje o teu suor. Medo. Medo meu, só meu. Medo companheiro, até te ter novamente e sorrir, como se medo não houvesse jamais por aqui.
Texto de Fernanda Mello, feito pra nós. Do início ao fim.
Não consigo resistir a escrever sobre você. Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto? Meus Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim? Vai, toma, leva. Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim. Olha, amo você. Não te conheço mas amo. Assim como amo minha loucura. Me entende? Eu sei que sim. Porque você é mais louco que eu, achei alguém mais louco e lindo que eu. E você escreve, meu Deus. Escreve lindo, suas palavras são tão eternas que eu poderia morar nelas e ser cada letrinha de sua frase. Me salva no seu computador, escreve uma história linda para me matar de vez. Nossa loucura junta nos salva. Você me salva. Você ama meu lado obscuro, você ama quando eu fico brava, você ama o que há de pior em mim. Aonde já se viu isso? Então leva. Me leva e não devolve. Me leva e constrói um bar, vamos ler Jonh Fante, ficar bêbados de Rimbaud, vamos fazer alguma coisa grave porque nada mais nos resta. Te resta? Eu te resto. Eu e nossa loucura. Nossos planos foram reduzidos a pó. Junta nosso lixo, joga tudo fora. Não temos nada pra sonhar. Mas temos vida, um coração que ainda bate. Temos nossa falta de juízo, nossas palavras, nossos livros e uma imaginação sem fim. Será preciso mais?
sábado, 10 de setembro de 2011
Sabe aqueles dias em que tudo parece errado? Refiro-me aos dias em que tudo te leva a crer que você só tem feito merda, e isso te faz sentir só mais um ser humano perambulante frente à inquieta e radical sociedade em que vivemos. Sim, estou nesse dia. Tudo muito fora do lugar, qualquer lugar é um mero vazio. Mas na verdade não, não ‘qualquer lugar’. Na verdade a vida tem sido boa demais, e isso não é de um todo assim tão bom. Tenho compromissos, espero e-mails, respostas, orientações, telefonemas. Mas na verdade nada disso é o que eu espero com esperança. Essas coisas eu espero com ansiedade, roendo as unhas e perdendo fios de cabelo sãos, ganhando alguns – vários – brancos. O que eu espero com ansiedade se difere daquilo que eu espero com esperança. O que eu espero com esperança está aqui, ali e em toda parte. O que eu espero com ansiedade vai me matando por dentro todos os dias ociosos, que são repletos de coisas para fazer. Tudo bem se você, leitor, está aí deste lado da vida me chamando de doida e não compreendendo uma palavra dessa confusão interna. Mas o que eu quero dizer aqui, de fato, é que eu to de saco cheio. Não agüento mais TER que fazer, TER que ir, TER que terminar, TER que me dedicar, TER que pensar. A vida tá boa demais, mesmo. Tenho dado os melhores sorrisos, tenho tido momentos únicos ao lado de novas pessoas, tenho me divertido como há muito tempo não fazia. Mas tenho mil coisas pra fazer e estou desanimada, desmotivada, nesse momento estou despreparada para encarar isso de frente. Pela primeira vez na vida não estou conseguindo conciliar as coisas. Tenho andado distraída demais para me concentrar em coisas que não estão no centro das minhas atenções agora. Preciso dar um tempo, mas não posso. Quero viver esse momento louco e delicioso da vida... Brincar de perder tudo e ver até aonde as coisas vão. Mas não posso me dar ao luxo de ser burra, não agora. Não aqui, não nessas alturas do campeonato. Nunca fui nem nunca serei uma desistente. Mas existe algo em que eu sou muito boa: a procrastinação. Talvez ela seja boa comigo agora, talvez me faça bem. Eu preciso arriscar, e tirar todo esse nó da garganta que vem só pra eu me sentir culpada por ser irresponsável por um grande período. Preciso deixar de ser irresponsável. Ou voltar a ser responsável, não sei. Mas nesses dias em que tudo está de cabeça pra baixo, e a gente caminha por uma estrada em que cada carro que passa te enche de poeira, e o Sol te torra e derrete... e por ali tu caminha em direção dos afazeres pensando em como deixar de adiar as coisas e como fazer tudo da melhor forma possível, Deus te manda uma alma iluminada que te traz sossego e paz em forma de carona. Dentro do carro, em segurança, uma voz doce ecoa na tua mente dizendo: viu, minha filha? Tu não estás tão sozinha quanto pensas. Isso me faz refletir que eu realmente preciso voltar pros eixos, mas que o primeiro passo talvez eu já tenha dado: a reflexão.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O [in]verso do inacabado
Eu te amo com o amor sábio de poeta. Te amo com amor de pôr-do-Sol, entende? Te amo com a trilogia do mar, te amo rock ‘n’ roll, te amo grooving, te amo batida e melodia. Te amo em som e composição. Te amo em clareira, em fogo, em chama. Te amo em oxigênio e amo em inspiração. Te amo nua, crua, cheia de defeitos e incertezas. Te amo cansada, obstinada, aluada. Te amo dia de inverno. Te amo em contradição e em notas perdidas no violão do embriagado. Te amo equilibrista, te amo em escrita, em prosa, em verso e em inverso. Te amo do avesso no sábado de ressaca, mal amada, mal sentida, mal compreendida. Te amo dependente, te amo inconsequente. Te amo como quem ama o mar e a natureza. E desse dia em diante te amo no sonho mais real. Te amo intensa, confusa, ingênua e bipolar. Enfim, chegamos. Sonhamos, amamos, vivemos e sentimos. E passamos a ser, quando fomos. E fomos. E somos, e esperamos sempre por um pouco mais. Um gole a mais. Um minuto a mais, por toda a eternidade.
domingo, 4 de setembro de 2011
Codinome beija-flor
Às vezes me pergunto o motivo de mentirmos tanto se quando nossos olhos se tocam tudo fica absurdamente claro. Temos o dom de enraizar caras bobas em nossos rostos, como se ninguém fosse perceber que aqui e aí dentro há um vulcão em erupção. Ah, o teu ‘amor de vulcão’... parecemos duas idiotas ao tentar disfarçar aquele assunto interessante que rola antes de alguém se aproximar. Até parece que ao nosso redor existe um bloqueio automático para futilidade. Nós combinamos e pertencemos como se nada mais existisse. No entanto, quando nos percebemos distantes, o desespero de contato chega a ser fatal. Tento controlar, mas parece instinto. Tu me cutuca, ou faz ‘crrrrrrr’, e de vez em quando dá pequenos pontapés na zona frontal de meu all star, e isso me deixa tensa, pois conheço o significado “te quero agora” por trás desses gestos. Consegues fazer o impossível pra chamar a minha atenção, como se ela fosse capaz de em algum momento se desfocar da tua íris. Teu sorriso safado me tira do ar, e novamente me perco no teu grooving. Raramente consigo me controlar um pouco, mas quando o faço, te tiro do sério. E então me provoca, me enlouquece e faz beicinho. Reclama de mim e me puxa pra perto com os braços mesmo, sem usar a sintonia. Pois então, conversemos sério. Te amo nos detalhes, guria. Te amo nas gotículas de suor no meu lençol, e te amo no esquecimento do tempo. Te amo nas partículas de oxigênio que teus pulmões inspiram, e te amo em cada átomo que te compõe. E bebo de ti como uma taça do vinho mais saboroso da vinícola mais nobre. Descubro uma trilha de fios de cabelo a começar pela minha cama, e terminando na porta de entrada da minha casa, lembrando-me que em algum momento por ali entraste, e por ali saíste. Inspirando-me então a lembrar que amanhã, por aquela porta entrarás novamente, e que minhas tentativas de apagar teus resíduos na minha vida seriam todas em vão. Porque te quero hoje, como jamais quis alguém ontem... e menos de tudo que te quererei amanhã. O vazio dentro de mim, na tua presença se vai, se esvai, evapora. Com ele, todo meu juízo, ou o que ainda me restava dele. Tua respiração me deixa tonta, teus olhos carentes me seduzem, me levam. Tua boca me provoca, me inspira e me confunde. Teu corpo me eletrocuta ao mesmo tempo em que em mim, és magnética. E te quero hoje, amanhã e pra todo sempre. Quero tua chama, teu calor e o teu corpo-fogo-ensolarado, que me faz delirar. Portanto vem logo, que pra saudade não me matar. Que é pra vida não me afogar na lembrança da tua saliva. Que é pro tempo parar correr, ou pra correr mais, tanto faz. Vem, e tira minha respiração daqui, me leva pra ti. Me carrega pro teu mar, e deixa meu corpo arder em delírio. Vem, e me tira de mim. Me transborda, me transpira e me eleva. Vem que eu levito em pensamento, só de refletir sobre o significado que o silêncio passou a ter depois da tua chegada. E muito além de qualquer coisa, seja bem vinda.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Vem...
...e me abraça. Me enrosca no teu corpo e não me solta mais. Deixa o resto pra lá e vem comigo pra onde for. Vem matar afogadas as horas do maldito tempo que insiste em te tirar de mim e te levar a lugar algum. Vem matar nossas vontades, vem assistir o pôr do Sol lá ou até mesmo ali na esquina. Vem sentar comigo numa praça e tomar chocolate quente com canela só no merengue, e depois vem andar de mãos dadas comigo ali, lá, acolá. Vem me dar isso tudo que eu descobri dentro de nós, vem me dar a tua grandeza e teus suspiros. Vem sorrindo, e me atira em qualquer canto só pra dizer que me ama. Vem me amar, vem ser minha, vem matar a saudade. Vem dormir de conchinha. Vem toda gota, e escorre teus lábios no canto da minha boca que é pra matar a sede de nós. Já não agüento tanta distância, tantos zilhões de segundos sem poder te ver, te ter ou te abraçar, e o que é ainda pior: todos juntos. Te quero aqui, bem pertinho grudada no meu olho e arrepiando minha pele. Sentindo o meu cheiro e me querendo. Vem, vem que é só disso que precisamos agora. Vem e traz todo meu sorriso, vem e me embala em tentação. Continua me matando quando o vazio chega, e as tuas três palavrinhas no meu ouvido invadem e completam as entrelinhas. Vem, e traz todo esse brilho no olhar, e revira o meu mundo. Dá um nó na minha cabeça e desata. Vem e me inspira assim... continua me fazendo sorrir com aquela cara de boba o dia todo. Me dá um beijo e sente a vibração, porque é o amor que está no ar.
“Eu te amo, eu te peço, vem... diga que você me quer, porque eu te quero também.” ♫ Cássia Eller
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Ilha do Mel
Passear de mãos dadas na areia, como se fôssemos as únicas. Como se fôssemos, por um fim de semana, nossas. Como se eu fosse tua, e tu fosses minha. Lá, seremos sereias a brincar entre golfinhos, seremos mais que amantes... e ouviremos o cântico libertário de pássaros nativos. Contemplar os beija-flores e depois assistir o pôr do Sol no melhor pico da Ilha, abraçada em ti sem pressa, sem medo. Aproveitar o momento do teu sorriso a olhar o horizonte com os olhos brilhando, te beijar, sorrir e colocar uma flor no teu cabelo. “Estar com você na virada do sol é compreender que o que há de melhor tá na vida, na transformação da natureza que me traz a noção...*” ♫
Deixaremos as boas vibrações tomarem conta de cada pedacinho de nós, ouvindo um reggae rolar na beira da praia. Uma fogueira, o reggae, eu e você. O nós, mais do que nunca, e tão sagrado. Dormir de conchinha contigo olhando o mar, curtir o calor do verão na sombra dos prazeres eternos de ser nós dois. Te “beijar a boca como quem suplica um silêncio que diz sim”... te amar olhando a luz da Lua a iluminar a ilha, e libertar a matilha que prendo dentro de mim todo santo dia pra não te agarrar na frente de ninguém... Pra não fazer barulho enquanto fazemos amor, pra não gemer morrendo de prazer entre teus seios. Me permitir, te permitir viver do meu lado um fim de semana sem ter que prender nada. Soltar as loucas que habitam dentro de nós... deixar livre o sentimento. Te ter sem ter fim. Te abraçar e beijar tua boca com gosto de mais, de quero mais, de podemos mais. Podemos. Na ilha do mel, poderemos tudo. Seremos. Oremos.
"Saiba que o simples perfume de uma flor
Pode vir, e ser um grande amor na sua vida
Não gaste palavras pra viver
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras
Não maltrate o coração,
Que dedicou, ao seu sorriso as suas batidas
Será livre pra sentir
Anseios de uma paixão, a ser uma história linda" ♫
Não gaste palavras pra viver
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras
Não maltrate o coração,
Que dedicou, ao seu sorriso as suas batidas
Será livre pra sentir
Anseios de uma paixão, a ser uma história linda" ♫
*Natiruts
sábado, 20 de agosto de 2011
Eu e você assim de perto dá... ♫
É tão claro quanto a luz do Sol. Estampado no sorriso em segundas-feiras pela manhã. Não adianta esconder da boca o que os olhos passam o dia inteiro escancarando. Quando o silêncio consegue se fazer diálogo, não há mais volta, não tem mais jeito. Teus defeitos bobos me fazem rir, quando na tua ausência eu lembro dos olhos brilhando. Tua risada solta, e as balas de café esparramadas pela minha cama. Na minha pele, a tortura do teu cheiro. Em cada um dos meus dentes, uma letra do teu nome. E por isso não posso escancarar demais. Dizem que não podemos gritar a felicidade pois a inveja tem sono leve. No meu caso, então, já nem deveria sorrir. Por isso te entrego todos os meus sorrisos, e amo cada pedacinho do teu 'sem jeito', ao falar de sentimentos. No teu medo tolo de que eu te esqueça, a piada mais engraçada. Nos teus olhos o meu ar.
"Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca..."
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca..."
"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
Texto encontrado no desencontro...
Eu não sei porque ainda me perco tanto em pensamentos, quando na verdade, as coisas são tão complicadas que somente vivendo eu entenderei. Mas do teu lado tudo parece simples e real. Ou talvez isso não tenha nada de real, e sejamos duas doidas desesperadas por sentir calores de paixão; ou talvez o que queremos é exatamente tudo aquilo que somos entre quatro paredes? Porque em mim é algo ardente, intenso e profundamente magnético o teu corpo espalhado sobre o meu como se eu não tivesse um corpo, e pior, adoro assim. O teu pescoço, e o tom suave das tuas cordas vocais. Talvez ainda, cada pintinha que descobri espalhadas por esse corpo; e são tantas que tenho a impressão de que me guiam por um tal caminho em que sei que vou me perder, que já me perdi. Tudo bem, eu sei que pode ser que eu esteja completamente perdida, mas ainda quero manter a tal pose. Quero manter a insaciável pessoa que te tirou do ar, sem ter que demonstrar que essa pessoa tem coisas lindas pra te falar ao pé do ouvido. Não quero te dar minha parte sentimental, por mais que eu fique absurdamente tentada a isso. Não quero estragar nada, e nem quero... Deixa pra lá. O que eu quero mesmo é te dizer que o traçado dos teus sinais me leva à loucura, e que tuas costas quentes em minhas mãos tem me feito pirar cada vez que lembro que eu te seguro como se estivéssemos prestes a cair nesse abismo imenso em que ambas querem mergulhar, e não se dão ao luxo de admitir. É verdade também que talvez eu já tenha mergulhado de cabeça nesses espelhos da água mais cristalina, que é o teu olhar. Eu não buscava paixão, sentimento nem nada disso que já está tão fora de moda que nós, os românticos, temos vergonha de admitir sê-lo. Eu buscava alguém pra me mostrar qualquer coisa, mas tu cresceste dentro de mim daquela maneira exata que Caio Fernando Abreu descreveu. Tu me faz delirar como se eu estivesse 24 horas por dia com uma febre quase que fatal. Eu te planto todo dia como uma sementinha, e cada vez que vou nos regar, percebo que crescemos de tal forma, que eu sei que não cabemos nessa terra. Somos mais, tenho certeza. Somos vida, somos energia e luz. Calor e aflição por de repente chegar alguém, não podemos nos deixar descobrir. E por isso, nós nos escondemos embaixo dos milhões de cobertores que em dez minutos estarão certamente atirados em qualquer lugar do quarto. Nos escondemos entre cabelos, gotículas de suor e aquelas três palavrinhas que podem mudar tudo pra sempre. Pro bem ou pro mal. Nos escondemos pra nos sentirmos menos iguais, e ainda menos diferentes do resto do mundo. Eu te levo todo dia pra passear, sabia? Dentro de mim, já conhecemos mil lugares e muitas vezes tu fez caras de nojo por não gostar de determinada comida típica, tão necessária de ser provada. Em outros, porém, te vi sorrindo feliz, com os braços abertos em direção ao mar, e eu sorri por dentro. Já mergulhamos, fizemos gastronomia e passeamos em Minas Gerais. Te vi correr e rolar na grama, e juntas nós tomamos banho de praia naquela água gelada da região costeira do país vizinho. Aluguei hotéis e cabanas, praias e visitas guiadas, pra te ver descobrir o mundo que te deixa tão curiosa. O mundo todo que existe além dos meus cobertores, e que reside principalmente dentro das minhas expectativas pro ‘depois’. Depois esse, que eu espero ter a oportunidade de te fazer viver, porque aqui dentro ele já é quase um sonho. Espero que venha então o momento de te ver vestir tua saia hippie, e andar comigo de pés descalços na areia. Espero presenciar meu momento mais romântico, colocando uma flor no teu cabelo, enquanto estás jogada embaixo de mim na areia da praia. Espero poder ir e ver, espero ser levada e assistir... Sabe de uma coisa? Quero deixar mesmo as coisas rolarem contigo. Quero deixar estar sempre, te deixar ir e vir, se for o caso. Apesar de todo meu sentimentalismo hoje, eu precisava te dizer essas coisas. Se eu não estivesse tão sentimental, talvez eu não dissesse, mas ainda assim sentiria necessidade de te fazer saber. Te dizer que nenhuma outra mulher poderia nesse momento me fazer sentir tantas coisas, como essas que estou sentindo contigo. Talvez tenha sido o teu sorriso, ou a forma como meus olhos filmavam cada traço do teu corpo nu, enquanto ouvia a chuva bater lá fora. Talvez, ainda, a pulsação dos nossos corações que, em contato com o suor, nos fazia não pensar em nada além. Enfim, vontade de tantas coisas, vontade de ti, sede e fome dessa coisa louca que me motivaria com toda a certeza a sair por aí apanhando esse frio glacial lá fora, só pra ter algo que possa desfocar minha atenção da tua respiração no entorno da minha boca. Vontade de sair por aí, e te encontrar de novo em alguma dessas esquinas desertas, e ser louca contigo enquanto a cidade toda quer o calor e o conforto da cama. Vontade de poder um dia te levar, e ir contigo bem longe, só pra sentir tudo isso sem um pingo sequer de culpa. Sem um pingo sequer de nada que não seja o nós, esparramado em sensações de plenitude e de ser. Sem ter que esconder da boca a verdade que os olhos passam o dia inteiro escancarando.
Aleatoriedade de um sábado de lua.
20:20: Aluada e emocionalmente desestruturada. Passei o sábado todo assim. Confusa, e inconstante. Tua ausência me causa o caos, toda vez. E essa dependência dá um medo gigantesco de cair do precipício. Mas, quando recebo algumas palavras que demonstram o mesmo tipo de dependência, perco o medo. Perco o medo e me atiro na solidão de ser nós dois. Atiro-me de cabeça em tudo aquilo que somos, como se nada mais existisse. Mas sou louca, confusa e inconstante, ainda assim. Sou ridiculamente romântica e de fácil apego. Sou profundamente decidida, quando me decido. Mas não consigo. Não fico nem vou. Não grito minha felicidade, apesar de precisar. Te tenho tanto quanto tenho meu coração. Não vejo, mas sinto que está ali, batendo e me fazendo viver todos os dias. Me fazendo ir, me fazendo ficar.Me fazendo temer e vibrar. Sinto vida, apesar da distância, e isso é tudo que preciso sentir.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Algodão doce
Todos os dias possíveis nós brincamos com o relógio, como se estivéssemos em uma roda gigante, e nela houvesse todas as coisas boas do mundo. Te levo para brincar no doce veneno do pecado, e também te embalo como a minha doce e frágil menina. Te pego no colo, e sinto teu gosto suave, que comanda meu todo, na escravidão para qual meu corpo se entregou. Brincamos de roda, e nos jogamos no mar. Fazemos bola de neve e nos inundamos em sentimentos gostosos, que nos levam às nuvens. Minha cabeça roda como no carrossel, sorrimos de mãos dadas, com medo de o vento nos desequilibrar e nos jogar ao chão. Encho teus olhos de alegria e por isso te vejo sorrir como o Sol que nos brinda pela manhã. Ou também como aquele Sol gostoso no fim de uma tarde de inverno, mandando embora o temporal. Brincamos de amor, de amar, e de saber. Testamos nossa curiosidade como quem prova do mel pela primeira vez. Testamos nosso poder de transpiração em tardes frias, e te engulo suada. Te desejo em uma praia de maravilhas - no meu abraço - e a companhia solo do pôr do Sol, aquecendo lentamente a brisa que nos bronzeia. Te persigo embaixo do edredom, e te dou um susto na calada da noite. Te proporciono um tremer de pernas, um retumbar de coração, e te dou um galhinho de treme-treme, pra dar sorte. Te levo no embalo de sorriso de criança, acentuado na face ingênua da doçura de ser inteiramente feliz. E te vivo, e te completo, e te amo. Pra todo o sempre.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
The truth, absolutely real. Pela primeira vez...
And for the first time I cried. Actually, I’ve already cried for similar things around this whole, but for the first time I cried for not to be with you anymore. For the first time, I could walk on the wind and feel it against my face, thoughts, and memories about us. For the first time I stopped thinking about the whole fucking world and thought just about me and you. And I could [re]live everything we were, and also for the first time, I saw us again. And it's weird, because right now, I don’t really know where I am, and not even the place I wanna get – at least, not yet. But I do know that for the first time I looked back, and I saw both of us walking together, and this sight was saddly in the past. It doesn’t mean we are gonna come back together. Doesn’t mean I am going to be such a bitch that would be capable to do it. I am gonna pay for all the consequences, as I promised myself. But I would like to say that for the first time, I could write something about what’s really inside my heart. None of the stuff I’ve been writing are things I’m living or feeling. And I’m glad that for the first time (again), I could write something about what’s really here inside. What’s really ON my heart.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Ne me quitte pas
Ouvindo “Ne me quitte pas” na voz doce e pesada da Maysa, resolvi procurar a razão que existe lá no fundo de mim pra essa música me tocar tanto e de uma forma tão absurdamente intensa, desde criança. Composta por Jacques Brel, parece que foi feita pra mim. É fato que a música me chamou atenção pela primeira vez quando tocou em Presença de Anita – minissérie da Rede Globo, pra quem não sabe -, e talvez tenha sido por causa da complexidade de uma paixão desenfreada com aquele mix de amor e ódio tão óbvio na série, e essa mistura sempre mexeu muito com meu interior. Porém, acredito que eu ainda não tinha idade para compreender aquelas coisas na época. Indo bem ao fundo, lá dentro de mim, sinto que essa música traz todas as coisas da minha alma; a paixão que me inspirou a vida, e a intensidade que tenho aqui dentro constantemente. Acredito que todas as coisas da vida devem ser intensas, e que a paixão sobre todas essas coisas deve ser uma chama ardente dentro de cada um. Vivo e sigo a cada novo dia inspirada por paixões, não somente em relações amorosas, mas em tudo aquilo que escolho focar. A paixão está sempre presente nas minhas decisões, e essa música desperta em mim algo que nenhuma outra consegue. Desperta a ferocidade de tudo aquilo em que toco. Desperta o fogo da minha obstinação. Existe dentro de mim, além de uma luxúria eterna, uma determinação incontrolável com aquilo que quero. Foco tão fundo nas coisas que acabo cegando até alcançá-las. E com os últimos acontecimentos, voltei a ouvi-la. Só que é muito estranho, porque essa música exerce um poder tão forte sobre mim, que não consigo nunca ouvi-la somente uma vez. E ela não me deixa triste, ou feliz. Me faz refletir, e muitas vezes me inspira as decisões que preciso tomar. Por isso, decidi tatuar um trecho dela. Marcá-la pra todo sempre em minha pele – enquanto ela existir -, como está marcada na minha alma, que é eterna. E, como sou espírita, me pergunto: de onde vem esse turbilhão de sensações que ela me causa? Em que vida comecei a sentir que existe dentro de mim algo tão semelhante com essa letra? Será que a ouvi numa outra vida, em alguma ocasião? Não sei; Mas definitivamente é a música da minha vida, ontem, hoje e sempre. Colocarei abaixo a letra e a tradução, para quem se dispuser a conhecer um pouco de mim. Ou talvez tudo em mim.
Ne me quitte pas - Jacques Brel (1959)
Ne me quitte pas
Il faut oublier Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas (x4)
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (x4)
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (x4)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas (x4)
Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder Danser et sourire
Et à t'écouter Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (x4)
Tradução:
Não me deixe
Não me deixe
Devemos esquecer
Tudo pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer os tempos
Dos mal-entendidos
E os tempos perdidos
Tentando saber como
Esquecer as horas
Que as vezes mataram
Com golpes de porquê
O coração da felicidade
Não me deixe
Eu te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde não chove
Eu vou cavar a terra
Até após a minha morte
Para cobrir o seu corpo
De ouro e luzes
Eu farei um reino
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
Onde você será rainha
Não me deixe
Não me deixe
Eu inventarei
Palavras sem sentido
Que você compreenderá
Eu te falarei
Sobre os amantes
Que viram duplamente
Seus corações se beijarem
Eu te contarei
A história deste rei
Morto por não poder
Te reencontrar
Não me deixe
Nós frequentemente vemos
Renascer o fogo
Do vulcão antigo
Que pensamos estar velho demais
Nos é mostrado
Em terras que foram queimadas
Nascendo mais trigo
Do que no melhor abril
E quando vem a noite
Com um céu flamejante
O vermelho e o negro
Não se casam
Não me deixe (
Não me deixe
Eu não vou mais chorar
Eu não vou mais falar
Eu me esconderei lá
Para te contemplar
A dançar e sorrir
E para te ouvir
Cantar e, então, rir
Deixe que eu me torne
A sombra da sua sombra
A sombra da sua mão
A sombra do seu cachorro
Não me deixe
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