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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O [in]verso do inacabado


Eu te amo com o amor sábio de poeta. Te amo com amor de pôr-do-Sol, entende? Te amo com a trilogia do mar, te amo rock ‘n’ roll, te amo grooving, te amo batida e melodia. Te amo em som e composição. Te amo em clareira, em fogo, em chama. Te amo em oxigênio e amo em inspiração. Te amo nua, crua, cheia de defeitos e incertezas. Te amo cansada, obstinada, aluada. Te amo dia de inverno. Te amo em contradição e em notas perdidas no violão do embriagado. Te amo equilibrista, te amo em escrita, em prosa, em verso e em inverso. Te amo do avesso no sábado de ressaca, mal amada, mal sentida, mal compreendida. Te amo dependente, te amo inconsequente. Te amo como quem ama o mar e a natureza. E desse dia em diante te amo no sonho mais real. Te amo intensa, confusa, ingênua e bipolar. Enfim, chegamos. Sonhamos, amamos, vivemos e sentimos. E passamos a ser, quando fomos. E fomos. E somos, e esperamos sempre por um pouco mais. Um gole a mais. Um minuto a mais, por toda a eternidade.

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