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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vem...

...e me abraça. Me enrosca no teu corpo e não me solta mais. Deixa o resto pra lá e vem comigo pra onde for. Vem matar afogadas as horas do maldito tempo que insiste em te tirar de mim e te levar a lugar algum. Vem matar nossas vontades, vem assistir o pôr do Sol lá ou até mesmo ali na esquina. Vem sentar comigo numa praça e tomar chocolate quente com canela só no merengue, e depois vem andar de mãos dadas comigo ali, lá, acolá. Vem me dar isso tudo que eu descobri dentro de nós, vem me dar a tua grandeza e teus suspiros. Vem sorrindo, e me atira em qualquer canto só pra dizer que me ama. Vem me amar, vem ser minha, vem matar a saudade. Vem dormir de conchinha. Vem toda gota, e escorre teus lábios no canto da minha boca que é pra matar a sede de nós.  Já não agüento tanta distância, tantos zilhões de segundos sem poder te ver, te ter ou te abraçar, e o que é ainda pior: todos juntos. Te quero aqui, bem pertinho grudada no meu olho e arrepiando minha pele. Sentindo o meu cheiro e me querendo. Vem, vem que é só disso que precisamos agora. Vem e traz todo meu sorriso, vem e me embala em tentação. Continua me matando  quando o vazio chega, e as tuas três palavrinhas no meu ouvido invadem e completam as entrelinhas. Vem, e traz todo esse brilho no olhar, e revira o meu mundo. Dá um nó na minha cabeça e desata. Vem e me inspira assim... continua me fazendo sorrir com aquela cara de boba o dia todo. Me dá um beijo e sente a vibração, porque é o amor que está no ar.

“Eu te amo, eu te peço, vem... diga que você me quer, porque eu te quero também.” Cássia Eller

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ilha do Mel


Passear de mãos dadas na areia, como se fôssemos as únicas. Como se fôssemos, por um fim de semana, nossas. Como se eu fosse tua, e tu fosses minha. Lá, seremos sereias a brincar entre golfinhos, seremos mais que amantes... e ouviremos o cântico libertário de pássaros nativos. Contemplar os beija-flores e depois assistir o pôr do Sol no melhor pico da Ilha, abraçada em ti sem pressa, sem medo. Aproveitar o momento do teu sorriso a olhar o horizonte com os olhos brilhando, te beijar, sorrir e colocar uma flor no teu cabelo. “Estar com você na virada do sol é compreender que o que há de melhor tá na vida, na transformação da natureza que me traz a noção...*” ♫
Deixaremos as boas vibrações tomarem conta de cada pedacinho de nós, ouvindo um reggae rolar na beira da praia. Uma fogueira, o reggae, eu e você. O nós, mais do que nunca, e tão sagrado. Dormir de conchinha contigo olhando o mar, curtir o calor do verão na sombra dos prazeres eternos de ser nós dois. Te “beijar a boca como quem suplica um silêncio que diz sim”... te amar olhando a luz da Lua a iluminar a ilha, e libertar a matilha que prendo dentro de mim todo santo dia pra não te agarrar na frente de ninguém... Pra não fazer barulho enquanto  fazemos amor, pra não gemer morrendo de prazer entre teus seios. Me permitir, te permitir viver do meu lado um fim de semana sem ter que prender nada. Soltar as loucas que habitam dentro de nós... deixar livre o sentimento. Te ter sem ter fim. Te abraçar e beijar tua boca com gosto de mais, de quero mais, de podemos mais. Podemos. Na ilha do mel, poderemos tudo. Seremos. Oremos.




"Saiba que o simples perfume de uma flor
Pode vir, e ser um grande amor na sua vida
Não gaste palavras pra viver
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras
Não maltrate o coração,
Que dedicou, ao seu sorriso as suas batidas
Será livre pra sentir
Anseios de uma paixão, a ser uma história linda"  
*Natiruts

sábado, 20 de agosto de 2011

Eu e você assim de perto dá... ♫

É tão claro quanto a luz do Sol. Estampado no sorriso em segundas-feiras pela manhã. Não adianta esconder da boca o que os olhos passam o dia inteiro escancarando. Quando o silêncio consegue se fazer diálogo, não há mais volta, não tem mais jeito. Teus defeitos bobos me fazem rir, quando na tua ausência eu lembro dos olhos brilhando. Tua risada solta, e as balas de café esparramadas pela minha cama. Na minha pele, a tortura do teu cheiro. Em cada um dos meus dentes, uma letra do teu nome. E por isso não posso escancarar demais. Dizem que não podemos gritar a felicidade pois a inveja tem sono leve. No meu caso, então, já nem deveria sorrir. Por isso te entrego todos os meus sorrisos, e amo cada pedacinho do teu 'sem jeito', ao falar de sentimentos. No teu medo tolo de que eu te esqueça, a piada mais engraçada. Nos teus olhos o meu ar.


"Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas

E, assim, no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver!

Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca..."




"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."
Caio Fernando Abreu


Texto encontrado no desencontro...

Eu não sei porque ainda me perco tanto em pensamentos, quando na verdade, as coisas são tão complicadas que somente vivendo eu entenderei. Mas do teu lado tudo parece simples e real. Ou talvez isso não tenha nada de real, e sejamos duas doidas desesperadas por sentir calores de paixão; ou talvez o que queremos é exatamente tudo aquilo que somos entre quatro paredes? Porque em mim é algo ardente, intenso e profundamente magnético o teu corpo espalhado sobre o meu como se eu não tivesse um corpo, e pior, adoro assim. O teu pescoço, e o tom suave das tuas cordas vocais. Talvez ainda, cada pintinha que descobri espalhadas por esse corpo; e são tantas que tenho a impressão de que me guiam por um tal caminho em que sei que vou me perder, que já me perdi. Tudo bem, eu sei que pode ser que eu esteja completamente perdida, mas ainda quero manter a tal pose. Quero manter a insaciável pessoa que te tirou do ar, sem ter que demonstrar que essa pessoa tem coisas lindas pra te falar ao pé do ouvido. Não quero te dar minha parte sentimental, por mais que eu fique absurdamente tentada a isso. Não quero estragar nada, e nem quero... Deixa pra lá. O que eu quero mesmo é te dizer que o traçado dos teus sinais me leva à loucura, e que tuas costas quentes em minhas mãos tem me feito pirar cada vez que lembro que eu te seguro como se estivéssemos prestes a cair nesse abismo imenso em que ambas querem mergulhar, e não se dão ao luxo de admitir. É verdade também que talvez eu já tenha mergulhado de cabeça nesses espelhos da água mais cristalina, que é o teu olhar. Eu não buscava paixão, sentimento nem nada disso que já está tão fora de moda que nós, os românticos, temos vergonha de admitir sê-lo. Eu buscava alguém pra me mostrar qualquer coisa, mas tu cresceste dentro de mim daquela maneira exata que Caio Fernando Abreu descreveu. Tu me faz delirar como se eu estivesse 24 horas por dia com uma febre quase que fatal. Eu te planto todo dia como uma sementinha, e cada vez que vou nos regar, percebo que crescemos de tal forma, que eu sei que não cabemos nessa terra. Somos mais, tenho certeza.  Somos vida, somos energia e luz. Calor e aflição por de repente chegar alguém, não podemos nos deixar descobrir. E por isso, nós nos escondemos embaixo dos milhões de cobertores que em dez minutos estarão certamente atirados em qualquer lugar do quarto. Nos escondemos entre cabelos, gotículas de suor e aquelas três palavrinhas que podem mudar tudo pra sempre. Pro bem ou pro mal. Nos escondemos pra nos sentirmos menos iguais, e ainda menos diferentes do resto do mundo. Eu te levo todo dia pra passear, sabia? Dentro de mim, já conhecemos mil lugares e muitas vezes tu fez caras de nojo por não gostar de determinada comida típica, tão necessária de ser provada. Em outros, porém, te vi sorrindo feliz, com os braços abertos em direção ao mar, e eu sorri por dentro. Já mergulhamos, fizemos gastronomia e passeamos em Minas Gerais.  Te vi correr e rolar na grama, e juntas nós tomamos banho de praia naquela água gelada da região costeira do país vizinho. Aluguei hotéis e cabanas, praias e visitas guiadas, pra te ver descobrir o mundo que te deixa tão curiosa. O mundo todo que existe além dos meus cobertores, e que reside principalmente dentro das minhas expectativas pro ‘depois’. Depois esse, que eu espero ter a oportunidade de te fazer viver, porque aqui dentro ele já é quase um sonho. Espero que venha então o momento de te ver vestir tua saia hippie, e andar comigo de pés descalços na areia. Espero presenciar meu momento mais romântico, colocando uma flor no teu cabelo, enquanto estás jogada embaixo de mim na areia da praia. Espero poder ir e ver, espero ser levada e assistir... Sabe de uma coisa? Quero deixar mesmo as coisas rolarem contigo. Quero deixar estar sempre, te deixar ir e vir, se for o caso. Apesar de todo meu sentimentalismo hoje, eu precisava te dizer essas coisas. Se eu não estivesse tão sentimental, talvez eu não dissesse, mas ainda assim sentiria necessidade de te fazer saber. Te dizer que nenhuma outra mulher poderia nesse momento me fazer sentir tantas coisas, como essas que estou sentindo contigo.  Talvez tenha sido o teu sorriso, ou a forma como meus olhos filmavam cada traço do teu corpo nu, enquanto ouvia a chuva bater lá fora. Talvez, ainda, a pulsação dos nossos corações que, em contato com o suor, nos fazia não pensar em nada além. Enfim, vontade de tantas coisas, vontade de ti, sede e fome dessa coisa louca que me motivaria com toda a certeza a sair por aí apanhando esse frio glacial lá fora, só pra ter algo que possa desfocar minha atenção da tua respiração no entorno da minha boca. Vontade de sair por aí, e te encontrar de novo em alguma dessas esquinas desertas, e ser louca contigo enquanto a cidade toda quer o calor e o conforto da cama. Vontade de poder um dia te levar, e ir contigo bem longe, só pra sentir tudo isso sem um pingo sequer de culpa. Sem um pingo sequer de nada que não seja o nós, esparramado em sensações de plenitude e de ser. Sem ter que esconder da boca a verdade que os olhos passam o dia inteiro escancarando

Aleatoriedade de um sábado de lua.

20:20: Aluada e emocionalmente desestruturada. Passei o sábado todo assim. Confusa, e inconstante. Tua ausência me causa o caos, toda vez. E essa dependência dá um medo gigantesco de cair do precipício. Mas, quando recebo algumas palavras que demonstram o mesmo tipo de dependência, perco o medo. Perco o medo e me atiro na solidão de ser nós dois. Atiro-me de cabeça em tudo aquilo que somos, como se nada mais existisse. Mas sou louca, confusa e inconstante, ainda assim. Sou ridiculamente romântica e de fácil apego. Sou profundamente decidida, quando me decido. Mas não consigo. Não fico nem vou. Não grito minha felicidade, apesar de precisar. Te tenho tanto quanto tenho meu coração. Não vejo, mas sinto que está ali, batendo e me fazendo viver todos os dias. Me fazendo ir, me fazendo ficar.Me fazendo temer e vibrar. Sinto vida, apesar da distância, e isso é tudo que preciso sentir.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Algodão doce



Todos os dias possíveis nós brincamos com o relógio, como se estivéssemos em uma roda gigante, e nela houvesse todas as coisas boas do mundo. Te levo para brincar no doce veneno do pecado, e também te embalo como a minha doce e frágil menina. Te pego no colo, e sinto teu gosto suave, que comanda meu todo, na escravidão para qual meu corpo se entregou. Brincamos de roda, e nos jogamos no mar. Fazemos bola de neve e nos inundamos em sentimentos gostosos, que nos levam às nuvens. Minha cabeça roda como no carrossel, sorrimos de mãos dadas, com medo de o vento nos desequilibrar e nos jogar ao chão. Encho teus olhos de alegria e por isso te vejo sorrir como o Sol que nos brinda pela manhã. Ou também como aquele Sol gostoso no fim de uma tarde de inverno, mandando embora o temporal. Brincamos de amor, de amar, e de saber. Testamos nossa curiosidade como quem prova do mel pela primeira vez. Testamos nosso poder de transpiração em tardes frias, e te engulo suada. Te desejo em uma praia de maravilhas  -  no meu abraço -  e a companhia solo do pôr do Sol, aquecendo lentamente a brisa que nos bronzeia. Te persigo embaixo do edredom, e te dou um susto na calada da noite. Te proporciono um tremer de pernas, um retumbar de coração, e te dou um galhinho de treme-treme, pra dar sorte. Te levo no embalo de sorriso de criança, acentuado na face ingênua da doçura de ser inteiramente feliz. E te vivo, e te completo, e te amo. Pra todo o sempre.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

The truth, absolutely real. Pela primeira vez...

And for the first time I cried.  Actually, I’ve already cried for similar things around this whole, but for the first time I cried for not to be with you anymore. For the first time, I could walk on the wind and feel it against my face, thoughts, and memories about us. For the first time I stopped thinking about the whole fucking world and thought just about me and you. And I could [re]live everything we were, and also for the first time, I saw us again. And it's weird, because right now, I don’t really know where I am, and not even the place I wanna get – at least, not yet. But I do know that for the first time I looked back, and I saw both of us walking together, and this sight was saddly in the past. It doesn’t mean we are gonna come back together. Doesn’t mean I am going to be such a bitch that would be capable to do it. I am gonna pay for all the consequences, as I promised myself. But I would like to say that for the first time, I could write something about what’s  really inside my heart. None of the stuff I’ve been writing are things I’m living or feeling. And I’m glad that for the first time (again), I could write something about what’s really here inside. What’s really ON my heart.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ne me quitte pas


Ouvindo “Ne me quitte pas” na voz doce e pesada da Maysa, resolvi procurar a razão que existe lá no fundo de mim pra essa música me tocar tanto e de uma forma tão absurdamente intensa, desde criança. Composta por Jacques Brel, parece que foi feita pra mim. É fato que a música me chamou atenção pela primeira vez quando tocou em Presença de Anita – minissérie da Rede Globo, pra quem não sabe -, e talvez tenha sido por causa da complexidade de uma paixão desenfreada com aquele mix de amor e ódio tão óbvio na série, e essa mistura sempre mexeu muito com meu interior. Porém, acredito que eu ainda não tinha idade para compreender aquelas coisas na época. Indo bem ao fundo, lá dentro de mim, sinto que essa música traz todas as coisas da minha alma; a paixão que me inspirou a vida, e a intensidade que tenho aqui dentro constantemente. Acredito que todas as coisas da vida devem ser intensas, e que a paixão sobre todas essas coisas deve ser uma chama ardente dentro de cada um. Vivo e sigo a cada novo dia inspirada por paixões, não somente em relações amorosas, mas em tudo aquilo que escolho focar. A paixão está sempre presente nas minhas decisões, e essa música desperta em mim algo que nenhuma outra consegue. Desperta a ferocidade de tudo aquilo em que toco. Desperta o fogo da minha obstinação. Existe dentro de mim, além de uma luxúria eterna, uma determinação incontrolável com aquilo que quero. Foco tão fundo nas coisas que acabo cegando até alcançá-las. E com os últimos acontecimentos, voltei a ouvi-la. Só que é muito estranho, porque essa música exerce um poder tão forte sobre mim, que não consigo nunca ouvi-la somente uma vez. E ela não me deixa triste, ou feliz. Me faz refletir, e muitas vezes me inspira as decisões que preciso tomar. Por isso, decidi tatuar um trecho dela. Marcá-la pra todo sempre em minha pele – enquanto ela existir -, como está marcada na minha alma, que é eterna. E, como sou espírita, me pergunto: de onde vem esse turbilhão de sensações que ela me causa? Em que vida comecei a sentir que existe dentro de mim algo tão semelhante com essa letra? Será que a ouvi numa outra vida, em alguma ocasião? Não sei; Mas definitivamente é a música da minha vida, ontem, hoje e sempre. Colocarei abaixo a letra e a tradução, para quem se dispuser a conhecer um pouco de mim. Ou talvez tudo em mim.


Ne me quitte pas - Jacques Brel (1959)

Ne me quitte pas
                                              Il faut oublier
  Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
 Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas (x4)
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (x4)
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi 
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer 
Ne me quitte pas (x4)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril 
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir 
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas (x4)
Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder Danser et sourire
Et à t'écouter Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir 
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (x4)




Tradução:

Não me deixe

Não me deixe
Devemos esquecer
Tudo pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer os tempos
Dos mal-entendidos
E os tempos perdidos
Tentando saber como
Esquecer as horas
Que as vezes mataram
Com golpes de porquê
O coração da felicidade
Não me deixe

Eu te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde não chove
Eu vou cavar a terra
Até após a minha morte
Para cobrir o seu corpo
De ouro e luzes
Eu farei um reino
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
Onde você será rainha
Não me deixe

Não me deixe
Eu inventarei
Palavras sem sentido
Que você compreenderá
Eu te falarei
Sobre os amantes
Que viram duplamente
Seus corações se beijarem
Eu te contarei
A história deste rei
Morto por não poder
Te reencontrar
Não me deixe

Nós frequentemente vemos
Renascer o fogo
Do vulcão antigo
Que pensamos estar velho demais
Nos é mostrado
Em terras que foram queimadas
Nascendo mais trigo
Do que no melhor abril
E quando vem a noite
Com um céu flamejante
O vermelho e o negro
Não se casam
Não me deixe (

Não me deixe
Eu não vou mais chorar
Eu não vou mais falar
Eu me esconderei lá
Para te contemplar
A dançar e sorrir
E para te ouvir
Cantar e, então, rir
Deixe que eu me torne
A sombra da sua sombra
A sombra da sua mão
A sombra do seu cachorro
Não me deixe