Ah, o tal de amor! Vem o cupido e colore a minha vida, me traz sorrisos e malícias. Me solta, me liberta e me acelera. O cupido me leu, se vingou, me traiu, cuspiu em minha cara e dormiu abraçado em mim, como um anjo. Me fazendo rir de piadas tolas, me fez repensar os modos, atitudes e defeitos dos outros seres. Ah, ô, ê cupido, seu safado! Cupido danado que me arrancou os pés do chão, me tirou o ar, e retirou de mim o meu inteiro, que sem ela é bem menos da metade hoje em dia. Eita, cupido cachorro! Cupido sapo, príncipe ralado! Cupido historiador, contador de mentiras subordinadas que tentam me fazer escrava da solidão. Labirinto perdido na selva onde o riacho que percorre é o meu coração. Sou profundidade, alegoria e carnaval silencioso. Por favor, cupido, não pense tu que te pertenço, porque quando menos imaginares, me desfaço e acompanho o vento.
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