Tenho me sentido muito estranha, sabe? Não tenho me reconhecido, tenho andado distraída, cansada do mundo, com preguiça de algumas pessoas, de algumas coisas. Tenho me sentido presa de várias formas. Tenho sido presidiária de minha própria mente, e tenho ficado aluada com muita freqüência. Inconstância é a palavra que melhor me define. Tenho andado de saco cheio. Ando querendo viver, fazer somente o que quero. Preciso de férias, praia, Sol e sorrisos. Preciso de sombra, suco à beira-mar, fruta fresca e beijos molhados. Tenho sido dependente de uma sintonia, de uma freqüência que é magnética em mim, de corpo e mente. Estou louca, revirada, e estranhamente feliz. Mas com um buraco, uma angústia anormal aqui dentro. Uma esquisita falta de ‘não-sei-o-quê’ me perturba no meu mais profundo interior. Uma mistura, um elo do bem com o mal, transformado em sei lá eu o que. Muito doido.
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