Quer saber? Eu
preciso ser honesta. Eu te acho o máximo, guria! Tu és simplesmente um encanto,
e teus olhos verdes não saem da minha cabeça durante nem meio segundo. Eu tô
cansada de te dizer isso, e tô cansada de não ter palavras pra descrever você,
nem eu depois de você, menos ainda nós. Tô cansada de ficar falando clichês
antiquados e modernos pra te explicar o que eu sinto, quando um 'eu te amo' já
não basta mais. Faltam palavras pra te explicar o quão explosiva foi a tua
entrada na minha vida. Faltam palavras pra entenderes, faltam palavras pra eu
te decifrar, pra eu entender, pra eu te engolir. Me faltam tantas palavras
quanto tantas vezes me falta o ar. Me falta outro coração pra te amar ainda
mais. Me faltam palavras pra explicar o meu mundo pra que as pessoas possam me
entender e perceber a diferença. Não que eu espere que elas entendam. Eu apenas
gostaria que todas, eu disse, todas as pessoas do mundo pudessem sentir
dentro de si o que eu sinto quando não me caibo pra explicar um sentimento
desse jeito. Tu não apenas me completas, mas me transbordas, me extravasas de
um jeito louco; tu me explodes. É óbvio que eu fico indignada por ter, a minha
vida toda, confiado demais em horóscopo e hoje ter a certeza que tudo é
surpreendentemente relativo. Afinal, como dizem, para toda a regra há
uma exceção. E nós somos a exceção. Tu és a minha exceção e eu sou a tua. Ponto
final. Não existe nada que possa explicar a obsessiva contagem regressiva dos
meus dias para viver ao teu lado. Hoje eu sou inspiração, e tu és a brisa leve
que me sopra no ouvido. Hoje eu sou o livro e tu me folheias deliciosamente,
jamais desejando ver o final. Entretanto, tu me fizestes infinita quando a
minha vida inteira parou no tempo pra eu te amar. Eu não tenho final. Nós não
temos final. Nós somos todas as coisas que, no fundo, as pessoas não conseguem
acreditar, apesar de querer. Nós somos o encontro exato de tudo que cada pessoa
neste mundo sonha silenciosamente. Nós somos a história mais linda que Deus já
escreveu. Nós somos o encontro de duas almas que caminham lado a lado na
história infinita da humanidade. Nós somos magia, ternura e compreensão. Nós
somos a resposta mais cobiçada do mundo. Afinal, mesmo com nós duas aqui,
provando dessa realidade maravilhosa, as pessoas ainda se perguntam: existe
amor no século XXI?
quinta-feira, 26 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O que ela tem?
Ela
tem algo. Eu sempre me perguntei o quê. Apesar de rodar sempre em
torno da mesma pergunta e nunca achar uma resposta, é inegável que
ela tem algo. Ela tem algo que balança a minha vida e faz eu amar
insanamente cada detalhe. Não é o corpo, não são os olhos, a
boca, a voz, a risada solta ou o sorriso inocente. Não é o jeito
como mela meus ouvidos com a pronúncia daquele espanhol sexy que eu
elogio e a deixo vermelha. Não é o jeito de vestir, de andar, de
dançar. Não é o teatro que ela arma na minha mente cada vez que
faz swing ou malabares com fogo. Não é o fato de me deixar
completamente indignada quando me acorda no meio da madrugada dizendo
que precisa ir embora e me lembrando que só passou lá em casa pra
dormir um pouco de conchinha e me joga na cara que eu sei como são
seus pais, e que eu posso imaginar a saga de voltar ao normal em casa
depois de ter passado uma noite comigo. Não é o perfume
enlouquecedor, não é o abraço que não aquece apenas o meu corpo,
mas minha alma inteira. Não é o tradicional drama pra fazer com que
eu morra vendo aquele beicinho e faça tudo que ela quer, não é o
rosto angelical dormindo no meu peito, lugar feito e desenhado por
Deus especialmente para ela. Não é o pensamento jovial, a cabeça
aberta, a conversa solta que flui fácil. Não é o sexo esplendoroso
que nos arranca, literalmente, gotas de suor quando a temperatura
está em 5º lá fora. Não é a abundância de assunto que temos
pela manhã e nos faz ficar no telefone durante, no mínimo, uma hora
após acordar; mesmo quando nos vimos na madrugada passada. Não é o
companheirismo, não é a sintonia impressionante, não é o fato de
termos a mesma altura, a mesma estrutura corporal e até poucos meses
atrás até o mesmo peso. Não é a mensagem na madrugada, não é a
ligação em que uma pede à outra: “Me cuida? Perdi o sono e tenho
medo”, não é a insatisfação crônica quando estamos longe. Não
são aqueles olhos escondidos embaixo do cobertor de pêlo, não é a
pele arrepiada bem debaixo dos meus olhos com o corpo completamente
nu, não é o cheiro que despudora todos os meus sentidos e me faz perder a razão. Não é
aquela frase aparentemente clichê que diz “como foi o teu dia?”,
e nem a sinceridade que vejo nessa pergunta. Não é o fato de querer
fazer parte de todos os momentos da minha vida, não é o fato de
entender minha tpm, mesmo quando ela prejudica algo. Não é o colo
sempre disponível quando preciso chorar, não é o carinho mais
gostoso do planeta. Mas ela realmente tem algo. Ela tem, além de
todas as coisas que eu citei acima, todo o resto pra me fazer feliz.
Ela tem o que quiser de mim, porque eu também a tenho exatamente nas
mesmas proporções. Eu não sei porque fico me perguntando o que é
que ela tem, se ela tem tudo. Ela tem, inclusive, o dom de me fazer
perceber que eu tenho o dom de amar cada mínimo detalhe da
personalidade e do caráter dela. Acho que quando nós amamos de
verdade uma pessoa, do jeito que eu a amo, a gente ama de verdade
tudo que vem junto. Todo o plus
de cores, sabores, defeitos, qualidades e valores que vem integrado.
Ela tem a minha confiança, sobretudo. Isso é uma das inúmeras
coisas que alguém jamais teve de mim. Assim como tantas outras
coisas de mim que ninguém teve a ousadia de tentar conhecer. E
algumas outras, é claro, que eu jamais me permiti pensar a respeito.
E, sendo assim, apesar da minha curiosidade, eu não preciso ficar me
perguntando o que é que ela tem. Porque ela tem muito mais do que eu
pensava precisar. E isso é suficiente para que eu tenha definido pra
mim um objetivo de vida: fazer ela feliz diariamente, para que ela fique comigo pra todo o nosso sempre.
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