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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Emptiness...


Quando estamos tristes, costumamos  ficar idealizando amores perfeitos, paraísos, ilusões e tantas milhões de coisas sobre as quais não convêm falar agora. Mas a grande verdade é que todas as coisas que a gente idealiza nessas horas nada mais são do que nosso subconsciente pedindo socorro. Sim, porque é normal se sentir triste às vezes; e na verdade isso até é saudável se essa tristeza não for tão intensa que te leve ao fundo do poço umas mil e quinhentas vezes por dia. Quando isso acontece, essa tristeza se chama amor não correspondido. Ou talvez sim, correspondido. Mas não da forma como gostaríamos que fosse. Às vezes é comum ficar triste, mas a tristeza pode ser uma saudade de algo que talvez nunca tenha existido. Nessas horas, é normal sentir uma vontade súbita de gritar para ver se alguém está ali por nós. Mas mais normal ainda é sentir vontade de ter alguém ali sem precisar gritar. Porque na grande maioria das vezes em que isso acontece estamos tão desesperados que o nosso grito é interno. E o grito interno é a forma mais ridícula e obscura de sentir-se vivo, pois ele corrói muito mais do que as cordas vocais. Ele corrói a alma. E é comum também sorrir de forma tímida quando se tem a alma corroída em dor e gritos interiorizados, que estão ali há tanto tempo que a dor chega a ser gostosa. E quando ela desaparece, mesmo que por segundos no sorriso da pessoa amada, a gente até sente falta daquela dor pra poder se expressar. Porque é tão comum se acostumar com a dor quando ela é só nossa e não dividimos com ninguém, mas tão comum, que é dela que precisamos para obter um pouco de inspiração. Eu sei bem como é. Muito já senti o gosto amargo da solidão e também já senti que o vazio era tão intenso que ecoava dentro do meu próprio pensamento. Mais do que isso, ecoava dentro do meu ser mais profundo. Talvez essa dor se resolvesse com meia dúzia de palavras amigas. Mas, de onde poderiam vir, se muitas vezes nossa melhor amiga é a dor, acompanhada de um cigarro? Essa solidão é a união do eu com o meu pensamento. Juntos, somos infalíveis. Juntos, somos destrutivos com tamanha profundidade, que estamos vazios mesmo quando amamos de todo o coração. Essa solidão faz parte de uma trajetória de amores eternos  não correspondidos, com uma pitada de ilusão, e uma profunda dor da separação repetida mil vezes com a mesma pessoa, e mais mil com aquela que parecia nos valorizar por aquilo que realmente somos. Mas como mudar a trajetória de um coração que ama tanto que prefere morrer no silêncio pra não magoar? Como mudar a trajetória de um coração infeliz, e ao mesmo tempo sonhador? Como mudar a trajetória de um coração que ama o silêncio, mesmo quando ele vem apenas atormentar? Como dizia meu querido Caio Fernando Abreu: “me interna, to  infeliz pra caralho”.




P.S.: Esse texto já faz algum tempo que eu escrevi. Portanto, não tem absolutamente nada a ver com o que estou vivendo agora. Eu gosto muito dele, portanto, decidi postá-lo,
=)

domingo, 1 de maio de 2011

E quando chove... sempre há uma nova inspiração.

Eu me peguei pensando se tu tens, mesmo que  uma gota, noção do quanto eu te amo. Não cheguei a encontrar uma resposta, mas acho que ficaria perfeito eu contar um pouco daquilo que eu sinto por ti. Ambas sabemos que no começo eu não queria. Na verdade acho que esse “não queria” era na verdade “tenho medo”. Sim, eu tinha medo. Tinha medo de querer, tinha medo cada vez que eu me pegava pensando nas coisas que tu me dizia, nos teus atos, nas nossas conversas. Tinha medo de querer aquele cheiro embaixo das cobertas comigo num dia frio e chuvoso, como hoje. Tinha mais medo ainda depois que eu chegava em casa, logo após um encontro contigo, e eu sentia teu cheiro nas minhas mãos, na minha roupa. Tinha medo de contar às pessoas que sim, eu estava apaixonada. Rejeitei pedidos de namoros consistentes, e sempre ficava com um ‘quê’ de medo por não ter aceito. Tinha medo de namorar de novo, e da decepção. Tinha medo da traição, do inseguro, do vazio. Mas um belo dia eu disse sim. Não, na verdade um dia eu te pedi em namoro, e teus lindos olhos AZUIS congelaram no tempo. A impressão que eu tinha é de que tu não acreditavas que aquilo pudesse estar acontecendo. Tu ficou me olhando, vidrada, e acabou dizendo o sim. Sim este, que por ter sido dito, hoje me faz feliz. Sim este, que me fez passar por muitos impecílios e problemas, mas que nunca permitiram que eu desistisse. E eu não me arrependo, sabe? É, eu não me arrependo de ter passado por um bocado de sofrimento por causa daquelas coisas, porque elas fizeram eu ser ainda mais forte, e o quanto  eu amadureci tu nunca terás noção. Hoje, por mais difícil que eu possa ser às vezes, e eu sei que sou, eu mudei muitos dos meus conceitos, e posso dizer que sou muito mais feliz. Sei que caso acontecessem novamente, eu lidaria de uma forma muito diferente. Mas tá, falaremos então de coisas boas. Tu não pode imaginar o quanto eu sou feliz de te ter na minha vida. Temos nossos problemas, que eu considero BÁSICOS em relação a outros que a gente vê por aí? Sim, nós temos. A diferença é que eu sei que nós lidamos muito bem com eles, porque é só tu olhar nos meus olhos que eu me derreto, e teus olhos se aproximam dos meus, fazendo com que eles se fechem, e tu me beijas.  E quando isso acontece eu me rendo, e sei que nada poderia ser melhor que isso. Eu sou feliz do teu lado, e isso eu não posso negar. E é por isso que às vezes eu te incomodo se estamos com problemas. Eu quero conversar, porque eu não consigo ficar sem essa cumplicidade, esse carinho e esse magnetismo que nós temos. Eu não consigo ficar brava por muito tempo porque eu te amo. Então, como é que um dia a gente poderia se deixar? Eu queria muito que tu estivesse aqui comigo, ouvindo a chuva e o vento e me amando embaixo do cobertor. =)