20:20: Aluada e emocionalmente desestruturada. Passei o sábado todo assim. Confusa, e inconstante. Tua ausência me causa o caos, toda vez. E essa dependência dá um medo gigantesco de cair do precipício. Mas, quando recebo algumas palavras que demonstram o mesmo tipo de dependência, perco o medo. Perco o medo e me atiro na solidão de ser nós dois. Atiro-me de cabeça em tudo aquilo que somos, como se nada mais existisse. Mas sou louca, confusa e inconstante, ainda assim. Sou ridiculamente romântica e de fácil apego. Sou profundamente decidida, quando me decido. Mas não consigo. Não fico nem vou. Não grito minha felicidade, apesar de precisar. Te tenho tanto quanto tenho meu coração. Não vejo, mas sinto que está ali, batendo e me fazendo viver todos os dias. Me fazendo ir, me fazendo ficar.Me fazendo temer e vibrar. Sinto vida, apesar da distância, e isso é tudo que preciso sentir.
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