Pages

quinta-feira, 22 de março de 2012

Letter to a lost friend

Puta que pariu! É, eu realmente não tinha uma frase mais cabível pra começar esse texto. Dia cinza, você sabe...
Cara, eu não sei o que se passa na tua cabeça hoje em dia. Não sei, e posso até confessar que temo saber. Nesse caso, talvez seja até melhor o “not knowing”. Eu fico pensando nas coisas como aconteceram, e como seguem acontecendo. Eu sigo a minha vida no meu barquinho, tu segue no teu e tá. Mas o fato é que nos magoamos, nos ferimos, nos cutucamos até a morte e nos perdemos. Dentro de mim, algo diz pra não falar, pra não ligar, pra não te deixar saber. Em contrapartida, tudo me manda te procurar. Eu sei que isso é meu coração bobo querendo esquecer tudo que passou e o quanto me magoei, o quanto te magoei... mesmo sem saber. Só que o que me fez agir daquela forma escrota foi o fato de ver “acho muito fácil terminar o que já não existe mais” ou algo do tipo. Saber que a tua amizade não existia mais doeu pra caralho naquele momento porque, embora aos trancos e barrancos em que nos encontrávamos, eu sabia que a minha amizade não acabaria e que ainda dava pra resolver. Que o passar dos dias faria isso.  Poucas vezes eu disse pra alguém que o amaria pra sempre... Mas em todas que eu disse, eu cumpri/cumpro até hoje. E embora eu quisesse, nunca consegui deixar de amar esses raros seres. Em alguns casos, esse amor foi modificado, remodelado ou.. whatever. Nem sei por que estou escrevendo algo que nunca será lido. Mas eu preciso. Estamos cada vez mais longe. Pensei em ti o dia inteiro no 7/3, com o celular na mão. Mas, orgulhosa que sou...
Enfim... É MUITO foda ter a certeza que tu pensas que não me conheces mais, que não me reconheces. Mas a verdade é que muita coisa mudou aqui, externamente. Mas, na parte interna e mais profunda de mim, eu sou exatamente a pessoa que tu conheceu. Agora, carregando algumas mágoas a mais. Lembrando de um pôr-do-Sol na praia, em cima das dunas ou talvez até de uma caminhada doida na chuva, ou na avenida pra ir até o posto comprar cigarro ou qualquer bobagem pra comer. Sei que tens uma montanha de amigos novos, e eu tenho alguns. Mas o que me conforta é saber que eles não vão preencher um certo Juni que eu conheci. Eles nunca chegarão lá. Pronto, era só o que me faltava... lágrimas. Eu fico lembrando do banho de mangueira, dos milhares de rissoles(que palavra feia, mas é assim mesmo que se escreve) feitos naquele puta calor. Lembro do abraço único que tu me dava, guri. Lembro que todas as vezes que precisávamos um do outro, estávamos ali. Cara, ninguém vai substituir o que tu é pra mim. Nem esse puta nó na garganta que insiste em travar a fumaça do meu cigarro querendo entranhar os meus pulmões. A vida é mesmo muito louca, e o nosso Always & Forever ficou pra trás. Mas dentro de mim, ele continua sendo tão real, que sinto que tu ainda estás aqui, ou podes aparecer em qualquer momento. Se me arrependi? Nem por um segundo. Mas eu sinto a tua falta. E a tua falta não faz com que eu me arrependa das minhas atitudes, nem tu das tuas, com certeza. Elas precisavam ser tomadas naquele momento. Ou acabaríamos nos perdendo pra sempre. Nos excluir da vida um do outro faz com que possamos sentir o quanto fomos valiosos um pro outro.. O quanto fomos especiais. Gostaria de poder pensar que tu talvez sinta a minha falta, mas não acredito muito nisso. E talvez seja até melhor que tu não sinta. Sei lá... Mas às vezes me pego me iludindo com um novo pôr-do-Sol na praia, com um perdão sincero das duas partes. Com uma velha nova amizade. Embora eu saiba que a regeneração seja difícil, eu sempre acreditei que a borracha do coração – sublinhe isso: DO CORAÇÃO – funciona. Eu sempre penso em me fazer de louca e te ligar dizendo: porra, cara... vamos apagar isso e reconstruir. Vamos pegar todas essas pedras do caminho e reconstruir o castelo. Isso funciona até pra fortalezas antiguíssimas. Por que não? Mas eu sei, ou penso que sei, que isso não vai acontecer. Sei que se eu não te procurar tu não vai nunca abandonar o teu orgulho. Mas eu desconheço as tuas reações agora, então não poderia fazer isso. Mas eu gostaria, de coração, de ouvir aquele “babe” de novo. Eu gostaria de poder te olhar e ver aquele amor entre nós, que parece ter ficado escondido, abandonado ou sei lá. Eu gostaria de poder saber se um dia tu te disporia a esquecer a mágoa e ser meu amigo de novo. Gostaria de ter a certeza de que tu redescobririas a Fran que te amou de verdade tanto tempo. Gostaria que tu soubesse que ela ainda te ama. Eu não acredito e jamais acreditarei no “é tarde” para tudo o que é sincero. E da minha parte é muito sincero. Eu fiquei tanto tempo em silêncio porque ainda me doía a mágoa. Mas hoje não dói mais. Hoje só o que resta aqui dentro é amor e saudade. É como se eu realmente tivesse apagado a mágoa. Na verdade eu até já esqueci as palavras, porque elas não ficam mais ecoando na minha cabeça. Juni... eu não me conformo. Eu acredito no tempo pra tudo. E se for pra ser, o tempo vai te trazer pra mim de novo. Mas eu bem que gostaria de acelerá-lo. Gostaria que tu soubesse que tem muita coisa boa acontecendo comigo, e eu ia amar saber da tua vida de novo. Eu sempre te amei, guri. Escondi isso aqui enquanto a mágoa me doía aquele tanto. Mas passou. E eu queria poder te dizer que estarei te esperando quando a tua mágoa passar. Quando isso acontecer, se não for pedir demais, me deixa saber. E vamos de novo lá pra praia, assistir um pôr-do-Sol, mesmo que seja em silêncio ou aos prantos. Porque eu te amo de verdade. E mesmo que eu nunca mais te veja, será sempre “Always & forever”. Eu te amo.



terça-feira, 20 de março de 2012

Ciúme

Sinto ciúmes de ti. Sinto ciúme do teu sorriso. Ciúme que a outras vidas ele possa iluminar. Sinto ciúme do teu cabelo ao vento... porque imagino o aroma dele se transformando em música para outros ouvidos. Sinto ciúme da tua roupa que, grudada em ti, não me deixa transpassar. Sinto ciúme da tua boca que com outras pessoas conversa, que outras talvez a outras pessoas possa desconcentrar. Sinto ciúme do Sol que te beija a pele. Sinto ciúme da tua voz. De outras pessoas que possam ouvir a melodia das tuas cordas vocais. Sinto ciúme do belo que em ti habita. Sinto ciúme da tua energia, que a outros corpos possa ofertar a euforia que a mim oferta. Sinto ciúme das ondas do mar que a teus pés beijam. Sinto ciúme da trilha sonora que te faz cantar. Sinto ciúme do chão em que pisas porque, ainda que pisoteado, sustenta o corpo e a vida da minha vida. Sinto ciúme do oxigênio que te faz viver. Sinto ciúme até de mim, como se não bastasse, porque por vezes sou tão idiota que mesmo teu coração possuindo, acabo destruindo a mim mesma com tanto ciúme. E por momentos me detesto; Porque jamais suportaria te perder para o meu ciúme que, infelizmente, faz parte de mim.


"I'm just a jealous guy..." 

sexta-feira, 16 de março de 2012

A outra metade do meu coração

Certo dia, conheci alguém. Um alguém que gostou de mim, e do qual eu gostei. E esse alguém que conheci, de forma estranha me reconheceu. Nos reconhecemos, até que por uma desculpa qualquer resolvemos nos conhecer, para tentar descobrir de onde nos [re]conhecíamos e como isso aconteceu. Nessa aventura doida de descobrir de onde nos conhecíamos, percebemos que não nos conhecíamos de verdade; Mas nos reconhecíamos, de fato. Entre uma conversa ou outra, fomos nos reconhecendo e nos conhecendo não tão gradativamente. E enfim nos conhecemos. E ao nos conhecermos, percebemos que talvez tivéssemos sido feitas uma pra outra. E ao perceber que talvez nós realmente fossemos feitas uma pra outra, passamos a querer nos conhecer melhor. E ao nos conhecer melhor, passamos a perceber que talvez gostaríamos de nos reconhecer através de algum rótulo qualquer. E ao pensar na possibilidade de um rótulo qualquer, insconscientemente fomos arrancando de nós o rótulo que já possuíamos, e colocando letrinha por letrinha de um novo rótulo. Esse rótulo, por sinal, era mais colorido, mais bonito e tinha vida. E então nos rotulamos, sem que a outra soubesse. E enquanto nos rotulávamos, pensávamos no que a outra faria se soubesse que já estávamos nos rotulando. E ao pensar nisso, sentíamos um medo estranho de rotular sozinha o que para cada uma de nós, era um desejo muito forte e que deveria ser recíproco. E ao perceber nossos novos rótulos, nos assustávamos. Até que um dia resolvemos, reciprocamente sem quere, assumí-los. A surpresa chegou a ser ainda maior quando percebemos que, ao retirar qualquer máscara, nós realmente éramos iguais. E nossos rótulos eram iguais. E nossos sentimentos eram iguais. E as nossas vidas eram iguais. E tudo em nós era tão igual, que estávamos prestes a mostrar ao mundo que éramos iguais. E quando nos mostramos ao mundo... nós mesmas e nossos rótulos, o mundo percebeu que nós éramos iguais. Mas o mundo era preconceituoso, e não suportava o quanto éramos iguais. E quanto mais mostrávamos ao mundo, mais ele se escondia de nós. E quanto mais o mundo se escondeu de nós, mais tempo ficamos juntas enfrentando-o e cada vez éramos mais iguais. E quanto mais éramos iguais, mais queríamos ser um só. E quando isso aconteceu, descobrimos a felicidade.

Poeminha não poeta

Forasteira que brinca dentro do meu imaginário
ousa ainda me desconsertar
Brincando em mim de poesia
ela tem a ganância de me devorar
Gananciosa ela esquece os obstáculos e eu ingênua
ainda me entrego sem pensar.
Mas esse teu amor eu não temo, bela flor...
porque meus olhos dele dependem para brilhar.
E assim, eu vou te devorando...
como se o mundo nunca pudesse acabar
E assim, me despeço das minhas defesas
para em teus braços eu me atirar.

Lembrete de um falso abandono

Lembrei da primeira vez que senti um medo infinito de te perder. Mas logo pensei... o mundo não pode ser assim tão ruim. Teu peito se tornou o meu lar, desde que nele deitei pela primeira vez. E me repudio por pensar em te perder, e por vezes te repulsei ao pensar que poderias assim, sem mais, me abandonar. E me perguntei: -como ousarias tu, meu belo par, questionar um dia a possibilidade deste abandono? Não poderias, pois eu jamais te deixaria assim, sem ao menos o último beijo me dar.