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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Até segunda...!


Nada demais para uma manhã de sábado. Um certo ar de mau humor com duas ou três pitadas de arrependimento por não ter ido dormir mais cedo envolve meu rosto. Antes de dormir, a expectativa me cortava o sono naquela ansiedade de no dia seguinte te dar aquele tão esperado beijo, segurar tuas mãos ou... sei lá, apenas estar ali. Olhar pro lado e poder enxergar você. As coisas começaram meio que dando errado hoje. O dia estava feio, chato e frio, e eu sabia que viajar três horas sem te ter no meu local de destino seria tortura. Mas levantei, vesti minha roupa jeans, alguns acessórios que às vezes me dão a sensação de prender teus olhos em mim, um óculos para disfarçar o mau humor e fui. Eu sei que em um relacionamento que já possui algum tempo de duração essas coisas se tornam supérfluas, mas você sabe: eu prefiro não arriscar. Três horas de suicídio numa estrada longa, olhando sempre a mesma paisagem. O mesmo horizonte sempre lá, dando a sensação de estrada para o nunca. Tudo bem, eu sei que em algum momento eu vou chegar, e do outro lado da estrada eu sei lá, dou um jeito de te encontrar... corro contra o tempo.  Chego, e logo dou de cara com aquele céu cinza e um calor retumbante dentro de mim. Uma espécie de combustão da temperatura ambiente com o meu desespero de encontrar por mais uma vez os teus olhos verdes/brilhantes/iluminados que atiram sobre mim faíscas que atraem todos os tipos de combustíveis, causando dentro do meu coração uma bomba atômica que nem eu, nem você, e nem o nós jamais conseguirá explicar nem entender. Mas o fato é que às vezes eu tenho a sensação que quando preciso te ver o meu cérebro desliga e eu entro no automático, e todos os meus caminhos me levam ao teu abraço. Pois foi exatamente assim que meu dia começou a dar certo. Cheguei em casa, e joguei em cima da cama as roupas limpas e cheirosas que carregava na mochila. Automaticamente, peguei o telefone e descobri que o próximo ônibus para o fim da solidão partiria em 3 minutos. Enlouqueci, esqueci o mundo e subitamente me deixei levar pela carona, que em 4 minutos buzinou parando o ônibus e em um milésimo eu estava dentro dele. Sentada, sorrio para o nada daquela estrada aparentemente sem rumo, me carregando novamente para o lugar de onde eu jamais deveria ter saído. E de repente paro e penso: nossa, foi tudo tão rápido que eu não verifiquei o celular, não liguei e não perguntei se era o momento de podermos nos ver. Sei lá... eu conheço a tua vida e cada um dos teus passos, mas três horas longe de ti no telefone significa não saber de nada que possa estar acontecendo. Então eu liguei. Você já tinha planos de sei lá o quê com a sua mãe. Caminhar na praia ou coisa parecida. –Mentira. Eu sei que era isso porque meus ouvidos não se desligam da tua voz um segundo sequer. Mas os planos com a tua mãe ou com qualquer outra pessoa vão por água abaixo quando o assunto é me ter perto, eu sei. Ainda bem. E assim foi. Desci daquele ônibus e percebi o Sol, que antes não habitava o céu de forma que se pudesse enxergar. Então tive a sensação de que ele se abriu sorrindo para o nosso encontro. Assim como eu, tu e nós. Te encontrei num lugar absolutamente desconhecido pra mim, subi então na bagageira da bicicleta rosa caindo aos pedaços; mas incrivelmente forte. E lá fui eu feliz... como se eu tivesse conseguido largar na mão de um médico a minha vida com a certeza de que ele saberia salvá-la. E lá fomos nós pela beira da praia... Você pedalando, e eu assistindo seus cabelos voarem e sentindo a brisa no rosto levando embora cada pedacinho do mau humor que havia aqui dentro. Fui levada então pra trás das dunas, onde corria um riachinho tão transparente que eu podia ver os girinos fazendo corrida. E por ali ficamos durante horas. Sorrindo, mergulhávamos nos nossos olhares.  Cada vez que nos olhamos, eu peço a Deus que isso nunca acabe. Eu mergulho dentro de ti e sinto que não me pertenço mais. Sinto que me doei ao ponto de ter esquecido que preciso de mim às vezes. Mas na verdade, eu descobri que ao teu lado, eu não preciso mais de mim. Não preciso mais daquela pessoa “auto-suficiente” que que eu sempre quis ser. Ou fui um dia. Sinto, principalmente, que abandonei cada pedaço de mim que me fazia gostar de estar só. Embaixo de uma sombra, vendo o riacho correr e meu coração florescer em perspectivas de dias melhores, eu te senti e te sinto cada dia mais próxima de mim. É como se nada na minha vida tivesse sentido antes de eu ter te conhecido. E eu não trocaria isso por nada, porque hoje a minha vida se resume em antes e depois de eu ter me apaixonado por ti. Ao teu lado, tudo é arco-íris e melodia. Prosas, versos e palavras soltas pelo ar, formando um conjunto que me dá confiança para seguir em frente e acreditar no hoje, e mais ainda no amanhã.  Às vezes eu quero parar no tempo pra garantir que nem ele é capaz de te tirar de mim. Assuntos dos mais diversos vieram e foram, as horas acabaram inevitavelmente passando; Brincamos de Jack e Rose em cima de uma das dunas mais altas do lugar onde estávamos, e eu me sentia cada vez mais amada. Entre beijos, abraços e várias declarações singelas de amor, caminhamos por outros rumos. Andamos de bicicleta juntas, na mesma bicicleta rosa que marcou meu dia. E, apesar do vento muitas vezes contra, chegamos na melhor parte do riacho, do lado oposto ao mar. Lá, brincamos de ser felizes e nadar onde não nos dava pé. É, parece até deboche ou brincadeira eu comentar que nós andamos fazendo o impossível, porque isso é ritual. Lutamos todos os dias contra o impossível. E sabemos que, ironicamente, foi o gosto pelo impossível que nos trouxe até aqui. E sabemos que é ele que nos levará aonde desejamos chegar. Tomamos banho, boiamos, mergulhamos, nadamos e tiramos fotos naquela água maravilhosa que nos abençoou antes de partirmos novamente nossos corações com aquele maldito “até segunda”. Maldito? Nãão... Egoísmo da minha parte dizer que esse “até segunda” foi maldito. Graças a Deus, hoje nós temos data prevista para nosso novo encontro. Novo encontro esse, que vem para ficar. Me espera, amor... porque eu tô voltando pra casa pra nunca mais te abandonar.


“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim... que nada nesse mundo levará você de mim.”
Vinícius de Moraes




<J3

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Medo, medo, medo... desapareça!

03:46 da manhã, eu olho pro lado e tudo o que vejo é o cinzeiro. Em cima da cama o isqueiro e a carteira de cigarro com apenas 3 restantes da carteira que abri hoje cedo. Além disso, o celular carregando, a cama totalmente revirada, e eu. Minha mente girando em torno de mil coisas ao mesmo tempo, todas elas relacionadas a nós.  Preocupação por saber que estás doente, e eu nada posso fazer a respeito. Não posso te mimar, não posso te cuidar, não posso te abraçar pra deixar meu coração sentir meu mundo seguro novamente. Essa semana está sendo tensa e houve somente uma noite que meu travesseiro não se empoçou na minha saudade, nas minhas paranóias ou qualquer coisa do tipo. Por mais que os dias estejam indo, e o dia de te rever esteja se aproximando, esse maldito nó não quer deixar minha garganta. No travesseiro ao lado, o cinzeiro. Dentro dele, vários nós que estavam presos na minha garganta. Tenho fumado uma carteira de cigarros a cada 18 ou 20 horas mais ou menos. Isso depende de quantos nós surgem na minha garganta durante o dia - ou noite. Meu mundo inteiro está revirado por um único motivo: a tua ausência. Tá, eu sei que essa ausência não é tua porque eu sou quem deveria estar presente. Aí, e não aqui. Eu preciso voltar pra casa, voltar pra ti, voltar pra nós pra me sentir bem novamente. Eu preciso olhar pro lado e ver meu mundo, ao invés de ver as cinzas causadas pela ausência dele. Longe de ti, fica difícil respirar. Fica difícil deixar de transbordar no olhar a minha tristeza por não poder estar perto, junto, colado, grudado e enroscado. Fica difícil não demonstrar ao mundo o vazio que esse espaço em branco na cama me causa. E por isso as minhas lágrimas escorrem quase que na velocidade da luz, molhando o travesseiro e me deixando em segundo plano. Às vezes tenho a sensação de que meu coração, depois de te conhecer, não quer mais saber de mim. Sinto que meu coração não pode estar presente, porque está ocupado demais revivendo nossos momentos através de lembranças. Dentro de mim, um buraco negro e infinito que ecoa minha alma e retumba minha cabeça; fazendo eu não conseguir fazer mais nada além de pensar numa forma de acelerar o relógio. Uma mensagem boba no celular, e meu mundo simplesmente se abre e se enche de novas esperanças a respeito de dias melhores. Do meu lado, o maldito cinzeiro, sugando todas as minhas energias e transformando-as em pó. Em algum lugar aqui dentro, um medo absurdo que me faz enxergar medo em cada canto que eu direcionar meus olhares. Sinto-me infinitamente menor que meus medos, deixando-os tomar conta de tudo por aqui. No celular, nenhuma ligação que traga notícias. Nenhuma ligação que leve toda essa minha insegurança pra ti. Nenhuma voz doce e apaixonante do outro lado me impedindo de sentir toda essa angústia. Nenhuma parte de ti do outro lado dessa linha. Isso porque eu deveria estar há horas dormindo, e tudo o que sei fazer é sentir medo.Tenho medo que tenhas piorado, e que as dores que sentias antes de dormir tenham se tornado mais intensas. Tenho medo porque... senão eu, quem vai cuidar de ti? Sinto medo de estar me entregando demais à minha vulnerabilidade e à minha dependência em relação ao nosso calor. Sinto medo porque descobri que não sei lidar com a distância e sinto medo de sentir tanto medo. E sinto medo de sufocar. Sinto medo de não conseguir dormir sem ouvir que tudo vai ficar bem no momento em que eu voltar pra nossa vida. Sinto medo de não conseguir resistir a essa saudade até terça, porque sinto medo de não resisitir a essa noite. Sinto medo porque queria poder ligar agora e ouvir da tua boca que eu sou uma boba por achar que poderia te perder, mas sinto medo que isso possa vir a acontecer um dia. Sinto medo do que eu precisaria fazer com todo esse amor se de repente tu não o quisesse mais. Sei que somos mais, que somos tudo e que somos singulares. Mas meu medo me impede de dormir... e a ansiedade me impede de fechar os olhos para permitir que, ao se abrirem, eles vejam um novo dia. Dia esse que será véspera do fim de todos os meus medos e inseguranças; Mas que por parecer tão distante, me impede de descansar.r o cinzeiro

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Como manter...

Eu te amo, e entre nós não há dúvidas de que as coisas são muito mais fortes do que realmente aparentam ser. Cuidamos uma da outra como quem possui em mãos um cristal valiosíssimo todos os dias. Eu quero  te amar e proteger sempre, cuidar de ti e enfrentar  teus problemas como se fossem meus, aliás, quero que eles o sejam. Quero te olhar nos olhos e te sentir todos os dias antes de dormir e ao acordar, porque sei que encontrei o amor da minha vida. Então eu paro e penso: Como cuidar, preservar e manter o amor da minha vida nos dias de hoje? Sim, porque com tanta tecnologia, comunicação, globalização e desvalorização de sentimentos essa tarefa é cada dia mais difícil e portanto, rara. Eu diria até mesmo que talvez fosse impossível, mas eu estaria mentindo pra mim mesma, porque eu acredito de verdade no amor. Então eu volto à primeira questão: COMO? Como manter ela apaixonada? Não espere que eu vá dar risadas se alguém tentar ficar contigo em qualquer lugar que seja. Não espere nunca de mim a ausência de ciúme, porque se um dia presenciares essa cena é com certeza porque o amor da minha vida não eras tu, ou então talvez eu não fosse o amor da tua. Eu sempre vou ter ciúme, aceita. Terei ciúme porque te amo, porque me importo contigo, porque quero que a lembrança do meu perfume seja sempre única. Quero ser dona dos teus sorrisos e te amar pra todo o sempre, coisa que ninguém jamais possuiu de mim. Sinto ciúme porque tenho planos de verdade pra nós, e jamais aceitaria saber que de uma hora pra outra eu teria que mudar meus planos e sonhos mais lindos por não mais possuir teu coração. Sinto ciúme porque basta um olhar teu, um sorriso ou uma jogada dos teus cabelos dourados para meu coração derreter todo e minha respiração parar. Sinto ciúme porque a nossa conchinha é perfeita. Sinto ciúme porque todos os nossos tamanhos são iguais. Sinto ciúme porque tu é a outra parte de mim que Deus colocou no mundo, sob medida, e me deu um coração e uma mente viajante que me fizeram parar em Santa Vitória do Palmar. Sinto ciúme porque tu mudou minha vida pra melhor, de forma radical. Sinto ciúme porque eu te abraço e o mundo para por alguns minutos. Sinto ciúme porque tu és uma luz que percorre o meu corpo. Sinto ciúme porque eu sei que não poderia te abandonar. Sinto ciúme por uma variada gama de razões que não me caberiam ficar citando, pois chateariam demais e fugiriam do tema principal. Como te manter na minha vida e continuar realizando meus sonhos mais lindos? Como eu poderei chegar a um ponto de poder escrever um livro sobre nós e emocionar e inspirar as pessoas, além de fazê-las acreditar que o amor existe? Em primeiro lugar, eu serei sempre eu. Posso mudar milhares de defeitos em mim, mas serei sempre a mesma pessoa por quem tu te apaixonou. Serei tua eterna namorada. Te olharei sempre nos olhos. Cuidarei do teu corpo, da tua mente e da tua alma. Serei fiel e respeitarei sempre nosso relacionamento, não tenha dúvida. Tentarei ser cada dia melhor, e nunca pensarei que és algo 'comum' na minha vida, porque nós lutamos - e muito! - e conseguimos conquistar muitas coisas. Seguirei porque nós continuamos lutando a cada novo dia, e permanecemos conquistando coisas. Te levarei pra passear e segurarei sempre as tuas mãos. Confiarei sempre em ti, e em nós. Te aquecerei no inverno, e serei uma pessoa com quem tu possa conversar sempre. Serei a pessoa que te abraça sem dar uma palavra quando precisares apenas chorar, serei a amiga que te aconselhará e guiará a tua vida ao teu lado. Serei mãe dos nossos filhos, e te esperarei sempre de braços abertos. Sempre te pedirei sorrisos, aconteça o que acontecer. Teu sorriso abre as janelas dos meus dias. Farei jantares românticos, te levarei pra conhecer lugares magníficos. Sorrirei e chorarei ao teu lado. Brincarei de esconder contigo pela casa, correremos na grama, andaremos de mãos na beira do mar, seja onde for. Deixarei recados de amor nos teus bolsos, te levarei para ver o Sol nascer. Cuidaremos de pessoas, de animais e da natureza, e seremos bons seres humanos. Teremos amigos, daqueles para sorrir e chorar junto. Mandarei mensagens loucas e te deixarei com tesão durante uma reunião importante. À noite, chegarei em casa soltando os cabelos e tirando tua blusa. Em outra noite, chegarás em casa e terás uma escrava sexual, uma enfermeira, uma policial, uma prostituta, uma vampira, uma skatista, tatuadora, DJ, doida, seja lá o que tua mente e teu corpo desejarem. Enfim... te darei flores, te seduzirei, serei tua paz, tua fiel escudeira, teu braço direito e tua mulher. Serei tudo aquilo que te satisfizer e tudo que te fizer feliz porque te fazer feliz é minha maior felicidade. Porque hoje eu realmente sei que tu és a pessoa que eu quero na minha vida quando eu começar a realizar os meus sonhos. Tu és a pessoa com quem eu quero realizá-los. Tu é o fruto do meu maior sonho que se tornou real: conhecer o amor. Isso foi uma dádiva de Deus. E algo me diz que manter o amor da minha vida ao meu lado será apenas uma questão de tempo até que eu possa começar a entender e aprender. E esse tempo nos guiará pelos caminhos certos, para que eu possa viver ao teu lado por toda a eternidade.