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domingo, 6 de maio de 2012

Dezessete horas (26/04/2012)





E então, ela entrou na minha vida. Assim, simples, eficaz e repentinamente. Así no más. Entrou meio que de faxina, como quem diz: 'vamos arrumar isso, limpar aqui, abrir essas janelas todas'. Abriu as caixinhas de baixo da minha cama, limpou e guardou sem rancor. Pegou vassoura, espanador e lustra móveis. Varreu, encerou desenferrujou, trocou o chuveiro, limpou o fogão do meu coração. Arrumou a cama, trocou as coisas de lugar e guardou meus livros, devidamente limpos, com carinho. Energizou ambientes escuros, planejou decorações, colocou lustres e também alguns abajures pra sugerir o clima. Construiu uma lareira enorme. Fez serviços de jardinagem, cortou a grama, recolheu as folhas secas e deu um retoque todo seu na paisagem. Além disso, construiu um cercado lindo, baixinho e com portão. Pintou. E por fim, coloriu as paredes exteriores com cores claras e um leve toque de paraíso surgiu como mágica na sala -onde eu assistia tudo. Colocou no gramado uma plaquinha com a seguinte frase escrita: Aqui mora um casal feliz.Entrou, e a sementinha se enterrou dentro do único vaso de flores que ainda não havia nada além de terra.Um regador, já com água dentro, ficava ao lado que era pra eu lembrar de regá-la. E, com tudo cuidadosamente pensado para dar certo, ela havia posicionado o vaso de frente pra uma janela onde ela pudesse pegar o Sol quente e breve das 17:00. E entrou, lavando ainda o vidro da minha íris, que antes ficava encarando a chuva sentada em frente à janela; Vendo a vida passar ao contrário.





P.s.: Amor, eu AMEI o teu presente. Eu sempre quis um relógio de bolso. Muito obrigada por ter me feito tão feliz no dia do me aniversário. Obrigada por me fazer feliz todos os dias. Obrigada por estar na minha vida.

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