Puta que pariu! É, eu realmente não tinha uma frase mais cabível pra começar esse texto. Dia cinza, você sabe...
Cara, eu não sei o que se passa na tua cabeça hoje em dia. Não sei, e posso até confessar que temo saber. Nesse caso, talvez seja até melhor o “not knowing”. Eu fico pensando nas coisas como aconteceram, e como seguem acontecendo. Eu sigo a minha vida no meu barquinho, tu segue no teu e tá. Mas o fato é que nos magoamos, nos ferimos, nos cutucamos até a morte e nos perdemos. Dentro de mim, algo diz pra não falar, pra não ligar, pra não te deixar saber. Em contrapartida, tudo me manda te procurar. Eu sei que isso é meu coração bobo querendo esquecer tudo que passou e o quanto me magoei, o quanto te magoei... mesmo sem saber. Só que o que me fez agir daquela forma escrota foi o fato de ver “acho muito fácil terminar o que já não existe mais” ou algo do tipo. Saber que a tua amizade não existia mais doeu pra caralho naquele momento porque, embora aos trancos e barrancos em que nos encontrávamos, eu sabia que a minha amizade não acabaria e que ainda dava pra resolver. Que o passar dos dias faria isso. Poucas vezes eu disse pra alguém que o amaria pra sempre... Mas em todas que eu disse, eu cumpri/cumpro até hoje. E embora eu quisesse, nunca consegui deixar de amar esses raros seres. Em alguns casos, esse amor foi modificado, remodelado ou.. whatever. Nem sei por que estou escrevendo algo que nunca será lido. Mas eu preciso. Estamos cada vez mais longe. Pensei em ti o dia inteiro no 7/3, com o celular na mão. Mas, orgulhosa que sou...
Enfim... É MUITO foda ter a certeza que tu pensas que não me conheces mais, que não me reconheces. Mas a verdade é que muita coisa mudou aqui, externamente. Mas, na parte interna e mais profunda de mim, eu sou exatamente a pessoa que tu conheceu. Agora, carregando algumas mágoas a mais. Lembrando de um pôr-do-Sol na praia, em cima das dunas ou talvez até de uma caminhada doida na chuva, ou na avenida pra ir até o posto comprar cigarro ou qualquer bobagem pra comer. Sei que tens uma montanha de amigos novos, e eu tenho alguns. Mas o que me conforta é saber que eles não vão preencher um certo Juni que eu conheci. Eles nunca chegarão lá. Pronto, era só o que me faltava... lágrimas. Eu fico lembrando do banho de mangueira, dos milhares de rissoles(que palavra feia, mas é assim mesmo que se escreve) feitos naquele puta calor. Lembro do abraço único que tu me dava, guri. Lembro que todas as vezes que precisávamos um do outro, estávamos ali. Cara, ninguém vai substituir o que tu é pra mim. Nem esse puta nó na garganta que insiste em travar a fumaça do meu cigarro querendo entranhar os meus pulmões. A vida é mesmo muito louca, e o nosso Always & Forever ficou pra trás. Mas dentro de mim, ele continua sendo tão real, que sinto que tu ainda estás aqui, ou podes aparecer em qualquer momento. Se me arrependi? Nem por um segundo. Mas eu sinto a tua falta. E a tua falta não faz com que eu me arrependa das minhas atitudes, nem tu das tuas, com certeza. Elas precisavam ser tomadas naquele momento. Ou acabaríamos nos perdendo pra sempre. Nos excluir da vida um do outro faz com que possamos sentir o quanto fomos valiosos um pro outro.. O quanto fomos especiais. Gostaria de poder pensar que tu talvez sinta a minha falta, mas não acredito muito nisso. E talvez seja até melhor que tu não sinta. Sei lá... Mas às vezes me pego me iludindo com um novo pôr-do-Sol na praia, com um perdão sincero das duas partes. Com uma velha nova amizade. Embora eu saiba que a regeneração seja difícil, eu sempre acreditei que a borracha do coração – sublinhe isso: DO CORAÇÃO – funciona. Eu sempre penso em me fazer de louca e te ligar dizendo: porra, cara... vamos apagar isso e reconstruir. Vamos pegar todas essas pedras do caminho e reconstruir o castelo. Isso funciona até pra fortalezas antiguíssimas. Por que não? Mas eu sei, ou penso que sei, que isso não vai acontecer. Sei que se eu não te procurar tu não vai nunca abandonar o teu orgulho. Mas eu desconheço as tuas reações agora, então não poderia fazer isso. Mas eu gostaria, de coração, de ouvir aquele “babe” de novo. Eu gostaria de poder te olhar e ver aquele amor entre nós, que parece ter ficado escondido, abandonado ou sei lá. Eu gostaria de poder saber se um dia tu te disporia a esquecer a mágoa e ser meu amigo de novo. Gostaria de ter a certeza de que tu redescobririas a Fran que te amou de verdade tanto tempo. Gostaria que tu soubesse que ela ainda te ama. Eu não acredito e jamais acreditarei no “é tarde” para tudo o que é sincero. E da minha parte é muito sincero. Eu fiquei tanto tempo em silêncio porque ainda me doía a mágoa. Mas hoje não dói mais. Hoje só o que resta aqui dentro é amor e saudade. É como se eu realmente tivesse apagado a mágoa. Na verdade eu até já esqueci as palavras, porque elas não ficam mais ecoando na minha cabeça. Juni... eu não me conformo. Eu acredito no tempo pra tudo. E se for pra ser, o tempo vai te trazer pra mim de novo. Mas eu bem que gostaria de acelerá-lo. Gostaria que tu soubesse que tem muita coisa boa acontecendo comigo, e eu ia amar saber da tua vida de novo. Eu sempre te amei, guri. Escondi isso aqui enquanto a mágoa me doía aquele tanto. Mas passou. E eu queria poder te dizer que estarei te esperando quando a tua mágoa passar. Quando isso acontecer, se não for pedir demais, me deixa saber. E vamos de novo lá pra praia, assistir um pôr-do-Sol, mesmo que seja em silêncio ou aos prantos. Porque eu te amo de verdade. E mesmo que eu nunca mais te veja, será sempre “Always & forever”. Eu te amo.

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