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sexta-feira, 29 de julho de 2011

ParSenTIR [?]



E eis que me desligo na situação. Uma contradição totalitária a respeito de como as coisas realmente são. Uma [IN]decisão que parte meu coração em dois, em dez, em mil. Dentro da mente, mil responsabilidades, sonhos e imperfeições, indecisões e pensamentos. Desde os mais supérfulos como as tuas coxas ao redor do meu corpo; ao mais críticos como a forma de desenroscá-las de mim. No coração uma rachadura que divide os extremos. Beijos roubados e palavras soltas ao vento me dividem em partições incontáveis do melhor de mim, jogado ao chão. Coração nas alturas, no abismo. As partituras da bela canção me rasgam os ouvidos. Em sonhos, nos afogo em maresia. No teu corpo, deslizo minhas mãos trêmulas, enquanto me entupo de todo o bem que tu me faz. Vira as costas, bate o medo automático de um dia ter que partir.
Partir, e em consequência nos partir em dois, enquanto amamos a união que nos enrosca em devaneios? Partir? Partir dois corações já partidos que acabaram de se achar, colar, mudar, consertar? Ficar? Sentir? Sentir, sentir, sentir. Sentir [...]
[?]

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