Tudo
o que eu queria era poder fugir. Dar um tempo, virar as costas e sair
andando. Conhece aquela velha história do “para o mundo que eu
quero descer”? Então...
Deve
fazer no mínimo um ano que eu não escrevo nada que preste pra
postar aqui no blog. Foda-se!
Sinto
a minha vida distante das minhas mãos. É como se eu tivesse
abdicado de mim até que isso tudo acabe. A faculdade, no caso. Mas
muito mais do que a faculdade, essa cidade. EU TÔ DE SACO CHEIO, não
aguento mais! Eu quero gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar e queria que pra
isso ninguém pudesse me ouvir. Sim, porque meu berro iria me tirar a
voz. Se as pessoas pudessem ouvir, teriam seus tímpanos dilacerados
com o meu grito, com a intensidade dele. É sério. Essa semana eu li
uma palavra que é tudo o que eu -ainda- tenho, mas ao mesmo tempo é
tudo que eu preciso. Resiliência. Substantivo feminino. “Combinação
de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e
superar problemas e adversidades sem entrar em surto psicológico.”
Não sei se eu ainda não entrei em surto psicológico. Acho
sinceramente que não. Mas me sinto na beirada desse abismo, prestes
a cair. São vários fatores conjugados em uma só melação, a qual
eu estou cansada de falar. Acho que eu já falei tanto da merda que é
isso aqui que agora sinto até vergonha de falar. E quando eu me
calo, o mundo se torna obscuro. Sempre foi assim, sempre será. Agora
existe apenas uma esperança. Terça-feira eu volto a trabalhar e a
enlouquecer com trabalho, Eco-museu, faculdade e o tempo passa mais
rápido. E é tudo o que eu mais preciso.
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