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domingo, 4 de agosto de 2013

Daqueles momentos que queremos que virem boas risadas no futuro

Tudo o que eu queria era poder fugir. Dar um tempo, virar as costas e sair andando. Conhece aquela velha história do “para o mundo que eu quero descer”? Então...
Deve fazer no mínimo um ano que eu não escrevo nada que preste pra postar aqui no blog. Foda-se!

Sinto a minha vida distante das minhas mãos. É como se eu tivesse abdicado de mim até que isso tudo acabe. A faculdade, no caso. Mas muito mais do que a faculdade, essa cidade. EU TÔ DE SACO CHEIO, não aguento mais! Eu quero gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar e queria que pra isso ninguém pudesse me ouvir. Sim, porque meu berro iria me tirar a voz. Se as pessoas pudessem ouvir, teriam seus tímpanos dilacerados com o meu grito, com a intensidade dele. É sério. Essa semana eu li uma palavra que é tudo o que eu -ainda- tenho, mas ao mesmo tempo é tudo que eu preciso. Resiliência. Substantivo feminino. “Combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades sem entrar em surto psicológico.” Não sei se eu ainda não entrei em surto psicológico. Acho sinceramente que não. Mas me sinto na beirada desse abismo, prestes a cair. São vários fatores conjugados em uma só melação, a qual eu estou cansada de falar. Acho que eu já falei tanto da merda que é isso aqui que agora sinto até vergonha de falar. E quando eu me calo, o mundo se torna obscuro. Sempre foi assim, sempre será. Agora existe apenas uma esperança. Terça-feira eu volto a trabalhar e a enlouquecer com trabalho, Eco-museu, faculdade e o tempo passa mais rápido. E é tudo o que eu mais preciso.

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